Diariamente acompanhamos uma novela maldita: o caso Master.
A delação anda a passos rápidos. E não, sem razão. Segundo a jornalista Malu Gaspar, a pressa tem correlação com “uma razão bastante objetiva – e bilionária “. Falamos de R$ 10 bilhões, espalhados numa complexa rede de fundos de investimentos, tanto no Brasil quanto no exterior.
Vorcaro e amigos temem que gestores destes fundos, investidores etc. possam apropriar-se daquela fortuna, dificultando ainda mais o rastreamento dos verdadeiros donos.
Formalizada a delação, haveria mais liberdade para “entregar a moeda podre e apropriar-se da parte boa “.
Em outro capítulo desta novela de horrores , acompanhei um interessante depoimento de Renato Dolci , cientista político, mestre em Economia por Sorbonne, atuando em mais de 15 anos com marketing digital. Ele mensurou o acesso do público ao caso Master. E concluiu que o público não anda muito interessado nas consequências financeiras do caso e muito menos nos fundos garantidores, fundos de pensão de vários Estados do país, etc...
E sabem o que está interessando de fato, levando a engajamentos, likes, curtidas? São as orgias, seus mecanismos, iates maravilhosos, figuronas participantes, lindas e jovens mulheres. Ou seja: sexo, drogas e rock and roll.
Dolci mediu a repercussão na imprensa e redes sociais. Estas últimas apresentam inabalável fascínio por “debates culturais e morais.”
Grandes tramoias financeiras (com nossa grana e diretos, diga-se) são complicadas pra entender e dão pouco tesão. Enchem o saco, brother !
Mas nem tudo está perdido. Saiu na imprensa: 1 em cada 3 brasileiros, acredita que o homem não foi a Lua.