O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decidiu nesta sexta-feira (22) que o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, permanecerá custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Apesar da manutenção da prisão no local, o magistrado determinou que o empresário retorne à sala de estado-maior onde estava anteriormente, antes de ser transferido para uma cela comum.
Vorcaro está preso desde março deste ano na capital federal. Durante parte desse período, permaneceu em uma sala especial nas dependências da Polícia Federal, espaço que também já foi utilizado para custodiar o ex-presidente Jair Bolsonaro antes de sua transferência para prisão domiciliar.
A mudança para uma cela comum ocorreu após a rejeição, pela Polícia Federal, de uma proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro e encaminhada ao Ministério Público. Com isso, ele passou a permanecer na carceragem destinada a presos provisórios que aguardam transferência para unidades prisionais.
Diante da nova situação, a defesa solicitou que Vorcaro fosse transferido para a chamada Papudinha, unidade prisional localizada no Distrito Federal. O pedido, porém, foi negado por André Mendonça, que entendeu não haver justificativa para a mudança e determinou a permanência do investigado na estrutura especial da Polícia Federal.
Na decisão, o ministro levou em consideração manifestação da Procuradoria-Geral da República, que continua negociando um possível acordo de colaboração com o banqueiro. Para o órgão, a permanência em cela comum poderia expor o investigado a riscos e aumentar sua vulnerabilidade dentro do sistema prisional.
Segundo Mendonça, não foram identificados obstáculos operacionais que impeçam o retorno de Vorcaro à acomodação anteriormente utilizada, localizada no mesmo complexo de custódia da corporação.
O banqueiro foi preso novamente em 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação conduzida pela Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília, banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.