O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso preventivamente na manhã deste sábado (22), foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde permanecerá em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades que ocuparam cargos de alta relevância, como chefes do Executivo.
A sala destinada a Bolsonaro é composta por mesa, cadeira, cama de solteiro e banheiro privativo. O ambiente também possui ar-condicionado, janela, armário e frigobar. Caso o ex-presidente permaneça no local pelos próximos dias, sua defesa poderá solicitar autorização à PF e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para levar itens adicionais, como equipamentos eletrônicos, livros e objetos pessoais.
Salas desse tipo já foram utilizadas anteriormente por outras autoridades, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer, durante períodos em que ficaram sob custódia da Polícia Federal em diferentes estados.
Prisão preventiva
A prisão preventiva de Bolsonaro foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou o cumprimento do mandado na manhã deste sábado. O ex-presidente foi detido em sua residência e transferido diretamente para a sede da PF em Brasília, onde realizou os primeiros procedimentos legais.
Segundo a decisão judicial, a medida foi motivada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente na noite anterior. Para Moraes, a mobilização indicou possível tentativa de uso de apoiadores para dificultar a fiscalização das medidas impostas pela Justiça, incluindo a prisão domiciliar que Bolsonaro já cumpria.
O ministro também apontou risco de fuga, afirmando que episódios recentes envolvendo aliados, além de informações obtidas durante investigações anteriores, reforçaram a necessidade da prisão preventiva.
A PF informou, em nota, que o mandado foi cumprido conforme determinação do STF. Bolsonaro permanece sob custódia enquanto avança o processo que apura violações de medidas cautelares.