A federação formada por PSDB, Podemos e Democracia Cristã, no discurso público é de unidade, mas a engrenagem ainda gira em torno de três nomes distintos para o Governo do Piauí; Mainha (Podemos), Dra. Lúcia Santos (PSDB), Jesus (DC). Cada sigla já colocou seu nome na mesa e, naturalmente, trata seu pré-candidato como a melhor tradução de competitividade eleitoral, apesar do discurso focar em "aqui não tem ego".
Bom, é o jogo. Ninguém quer entrar em campo para ser coadjuvante. Ainda assim, o tom adotado pela pré-candidata tucana, a médica Lúcia Santos, baixou a temperatura com um discurso ameno sobre essa definição em conversa à coluna. Lúcia relatou que a definição passará por pesquisa e, sobretudo, por consenso.
Na prática, isso significa que os números vão pesar, mas a política, com suas conversas, acomodações e leituras, pode ter a palavra final. A gente viu esse roteiro, já conhecido no campo das federações. Primeiro, cada partido reafirma sua força. Depois, mede-se quem de fato consegue furar a bolha. Por fim, constrói-se um acordo possível. Nem sempre indolor, quase nunca rápido. O ponto central é que, apesar das três pré-candidaturas colocadas, ninguém quer sair menor do que entrou.
É aí que o tal consenso deixa de ser apenas um conceito elegante e passa a ser um desafio real para todos.
Uma escolha inteligente, pautada em atributos, pode gerar uma candidatura interessante, propositiva e que venha a se tornar o fiel da balança.