O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, nesta sexta-feira (10), fez críticas indiretas à estratégia de comunicação adotada pelo pré-candidato à presidência da república Flávio Bolsonaro, ao comentar a chamada “dancinha” de Flávio como ferramenta eleitoral, após ser questionado pela coluna sobre o tema.
Cotado para atuar como um dos principais articuladores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, Wellington Dias minimizou o impacto desse tipo de recurso e afirmou que o eleitor brasileiro tende a separar entretenimento de política.
“Quem quiser dançar, que dance. Agora, eu já vi muita gente com dancinha que depois também dançou”, disse o ministro, em tom irônico.
Na avaliação dele, o uso de elementos virais nas redes sociais não é novidade no cenário político internacional.
No cenário internacional, exemplos ajudam a entender o fenômeno. O presidente dos EUA Donald Trump explorou fortemente conteúdos virais, muitas vezes também dançando, apostando em uma comunicação performática e de fácil compartilhamento. Já o presidente argentino Javier Milei, na Argentina, também se beneficiou de uma estética mais irreverente, performances que lembravam shows que circularam amplamente nas redes durante sua campanha.
No Brasil, a prática segue a mesma lógica. A “dancinha” funciona como porta de entrada: chama atenção, gera engajamento e ajuda a fixar o nome do pré-candidato.
Diante do cenário, W. Dias, relatou à coluna:
“Com todo o respeito ao povo de outros países, o povo brasileiro sabe que é possível enganar muita gente por muito tempo. Mas não é possível enganar a todo mundo por toda a vida”, afirmou.
Confira o vídeo:
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