Novos rostos, mas com sobrenomes que já carregam densidade eleitoral. Sem rodeios, em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (26), o ministro Wellington Dias deixou escapar o que raramente se fala por acaso, que seus filhos, Iasmin Dias e Vinícius Dias, “estão prontos” para possível corrida eleitoral este ano.
A frase veio acompanhada de cautela, quase como um freio de mão discursivo. WD tratou de sublinhar que não decide pelos filhos adultos, independentes, com carreiras próprias. É o tipo de ressalva que, embora necessária, não apagou a prontidão.O impulso, ao menos formalmente, vem "de fora". O PSD aposta em Iasmin como primeira suplente na chapa ao Senado de Júlio César. Já Vinícius Dias surge como desejo da própria base petista para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Onde a política fala mais baixo e diz mais, nos bastidores, o alerta já foi dado. Um petista histórico, ouvido pela coluna, ainda nesta quinta, no Palácio de Karnak, resumiu o cenário com uma frase que vale mais que qualquer coletiva; a equação fecha, mas alguém fica de fora.
“Com a chapa fechada, caso se confirme, sai um.”