Wellington Dias e Hugo Napoleão: o gesto que atravessa duas gerações da política

A cena carrega uma simbologia que ultrapassa a cordialidade.

O encontro entre o ministro e ex-governador Wellington Dias e o ex-governador Hugo Napoleão durante a solenidade no Mimbó em Amarante acabou produzindo uma daquelas imagens que dizem muito sobre a política piauiense. Sem discursos elaborados ou declarações estratégicas, o momento ficou marcado por um gesto simples; Wellington cumprimentou Hugo com um beijo na cabeça.

 
 Wellington cumprimentou Hugo com um beijo na cabeça - Foto: Reprodução   
  



A cena carrega uma simbologia que ultrapassa a cordialidade

Foi justamente derrotando Hugo Napoleão que Wellington venceu a eleição de 2002 e levou o PT, pela primeira vez, ao comando do governo do Piauí. Naquele momento, a disputa representava mais do que uma eleição. Era a transição entre um ciclo político consolidado, representado por Hugo e pelo então PFL, e a ascensão de um novo grupo que passaria a dominar o cenário estadual por anos.

Mais de duas décadas depois, o reencontro revela uma característica que sempre marcou a trajetória de Wellington, a capacidade de manter pontes políticas mesmo com antigos adversários.

Hugo Napoleão, por sua vez, mesmo vindo de um campo ideológico diferente do de Wellington, mantém interlocução respeitosa com setores da base governista e já sinalizou alinhamento ao projeto político liderado pelo governador Rafael Fonteles.