UMA PALAVRA LUPA1
Calma.
Lá na frente explicamos sobre o “boneco de Olinda”.
Vamos antes fazer um breve retrospecto.
O ano de 2025 vai entrar para a história na cidade de Parnaíba. Um ano pós-eleitoral, entressafra da ebulição do voto, porém bastante movimentado a partir da decisão do jovem prefeito da cidade em fazer “voo solo”, defenestrando a todos que o apoiaram e foram decisivos para que ele ali chegasse. Dali em diante uma sucessão de fatos expuseram a cidade a uma situação, no mínimo, vexatória.
Os primeiros meses do ano foram dedicados as exonerações simbólicas do ato traiçoeiro. Em seguida vieram as nomeações parentais, que chegaram até ao privilegiado e destacado primo maqueiro, claro, depois de passar por outros parentes premiados. Era só o começo. Tinha muito mais por vir.
A gestão inerte, com escolas e postos de saúde em descompasso, ruas, avenidas e praças com lixo acumulado era o retrato claro da inoperância e da incapacidade sendo revelado. Não era à toa. O gabinete central estava focado em buscar fornecedores “alinhados” a nova gestão.
A inexigibilidade licitatória era a chave que precisava ser acionada para a compra de livros, medicamentos, contratação de prestadores de serviço em setores essenciais como limpeza pública e coleta de lixo, além de outros menos robustos. Não tardou para que os órgãos de controle entrassem em ação, pareados com o Ministério Público. Compras canceladas, suspeitas levantadas e Parnaíba se vendo exposta a situações sem precedentes.
Não bastasse, lá vem a Hilux, em nome do primo, quase-irmão e sócio, paga a vista, em espécie.
Que ano esse 2025, não é?
E que gestão, hein?
O “Boneco de Olinda” parnaibano
Pra fechar o ciclo vexatório, só mesmo um “boneco de Olinda” perambulando pelas ruas da bela e resistente cidade do litoral piauiense, parando de porta em porta, numa ação de marketing às avessas, protagonizadas por um prefeito desnorteado, mergulhado em deslumbre, isolado em sua vaidade e rodeado por aproveitadores, gananciosos, ávidos por seus quinhões nessa areia movediça em que se transformou a gestão de Francisco que, com o recente escândalo da lista de agraciados do “Minha casa, minha vida” (vide reportagem), vai dando cada vez mais clareza ao que se propõe a fazer enquanto estiver sentado na cadeira de prefeito.
Até quando?
Alguém arrisca?