A terceira edição da Mostra Piranhão de Cinema começa nesta sexta-feira (07) com uma programação diversificada que reúne exibições de filmes, debates, oficinas e consultorias voltadas à formação e à valorização do audiovisual. O evento, que integra ações voltadas ao público do Piauí e do Maranhão, segue até domingo (09) com atividades simultâneas em oito cidades dos dois estados.
Em Teresina, onde se concentra a maior parte das ações, a abertura oficial ocorrerá às 16h no Museu da Imagem e do Som (MIS), localizado na Rua Barroso, nº 1161, Centro.
A mesa de abertura tem como tema “Cinema e a performance do filmar: Estética, empirismos e reinvenção cinematográfica no Piranhão” e terá como convidados os cineastas Elara A. Moretz-Sohn, Tássia Araújo, Valéria Portela e Tipuá. A mediação será feita pelo cineasta Weslley Oliveira. Em seguida, serão feitas as exibições dos filmes “Fuga”, “Torquato Neto”, “Boi de Salto”, “Melancolia” e “Caldeirão”.
No sábado (08) e no domingo (09), o evento contará com uma programação híbrida, com atividades presenciais e virtuais ministradas por profissionais reconhecidos nacionalmente. A oficina “Produção Audiovisual Independente – Da Propriedade Intelectual à Prestação de Contas” será ministrada pela cineasta Keyti Souza, sócia-diretora executiva da Têm Dendê Produções e diretora administrativa da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan). As aulas acontecem nos dias 7 e 8, das 9h às 12h, na Sala de Desenho do Curso de Moda da Universidade Federal do Piauí (UFPI), no bairro Ininga, zona Leste de Teresina.
Além da oficina, a programação também inclui consultorias sobre os temas “Projetos de audiovisual em qualquer fase de desenvolvimento”, “Consultoria de Projeto Documental”, “Consultoria de Projeto de Ficção” e “Consultoria de Montagem em Documentário”.
Em sua terceira edição, a Mostra Piranhão de Cinema traz uma homenagem a Torquato Neto, cineasta piauiense referência por ter transformado o cinema em resistência, poesia e invenção. Um dos destaques da mostra é a sessão "Cinema Marginal Piauiense", onde será feita uma exibição de filmes gravados em Super 8 nos anos 70. Alguns deles, serão exibidos pela primeira vez.
A mostra também contará com uma programação cultural. No primeiro dia do evento, na sexta (7), um baile de reggae marcará o “after” da abertura, com os DJs 15, Erick Som, Selecta Coruja e Miles, no espaço Cultura na Faixa, no Centro de Teresina. O encerramento, no dia 9, também terá atrações musicais, com o DJ 15, Erick Som e a banda Caju Pinga Fogo, no Centro Cultural do Centro.
Programação detalhada
07/11 (Sexta):
9h30 às 12h – Oficina “Da Propriedade Intelectual à Finalização” – Keyti Souza
Local: UFPI / Curso de Moda
15h – Sessão Paralela - Cinema Marginal Piauiense (Local: MIS)
Filmes:
- Carcará, Pega, Mata e Come (1977) – de Arnaldo Albuquerque
- O Terror da Vermelha (1972) – de Torquato Neto
- Um Sonho Americano (1973) – de Arnaldo Albuquerque
- Coração Materno (1974) – de Haroldo Barradas
- Miss Dora (1974) – de Edmar Oliveira
- David Aguiar (1975) – de Durvalino Couto
16h – Mesa de Abertura “Cinema e a performance do filmar: Estética, empirismos e reinvenção cinematográfica no Piranhão”. (Local: MIS)
17h – Sessão de Abertura “Corpos que Inventam o Mundo” (Local: MIS)
- Teaser Fuga – Dir. Tipuá
- Torquato Neto em Todo Lugar e em Lugar Nenhum – Dir: Elara A Moretz-Sohn
- Boi de Salto – Dir. Tássia Araújo
- Melancolia – Dir. Valéria Portela
- Caldeirão – Dir. Milena Rocha, Oliver, Weslley Oliveira
18h30 – Mostra Principal – “Raízes, águas e encantarias” (Local: MIS)
- Jupicum das Matas – Dir. Casa Fiapo de Manga
- Acorda Cajueiro – Dir. Guga Carvalho
- Rio Mãe – Dir. Cristina Neves
- Suçuarana – Dir. Thomson Albuquerque
- Baião de Cazumbá – Dir. Fábio Barros
- IROKO – Dir. Jéssica Lauane e Vitória Campos
- Herança – Dir. Micah Aguiar e Jonas Sakamoto
21h – After abertura Baile de Reggae (Local: Cultura na Faixa)
- DJ 15
- DJ Erick Som
- Selecta Coruja
- DJ Miles
08/11 (sábado)
9h30 às 12h – Oficina “Da Propriedade Intelectual à Finalização” (parte 2) – Keyti Souza (Local: UFPI / Curso de Moda)
15h – Sessão Paralela – Cinema Marginal Piauiense (Local: MIS)
- Mergulho (1980) – de Arnaldo Albuquerque
- Helô e Dirce Mangú Bangue (1971) – de Luiz Otávio Pimentel
- Porenquanto (1973) – de Carlos Galvão
- Escorpião Vermelho (1974) – de Carlos Galvão
- Marginália (1974) – de Nelson Nunes
- Tupy Niquim (1974) – de Xico Pereira
16h – Sessão longa “Baby”, de Marcelo Caetano (Local: MIS)
18h30 – Mostra Principal – Corpos Urbanos, Memórias em Trânsito (Local: MIS)
- Conexão Garra – Dir. Fernanda Paz
- SK8THE – Dir. Mariana Medeiros
- Não Quero Citar Teóricos – Dir. Eró Cunha e João Luciano
- Cinara – Dir. Evillyn Reis
- Kassandra com K – Dir. Rivanildo Feitosa e Cícero Filho
- Particular – Dir. Vine Castro
- Beira da Ciranda – Dir. Logan Rf e Xico Filmes
- Até logo – Dir. Sara Bezerra Saraiva
- Filme Trash – Dir. Lucas Sá e Frimes
09/11 (domingo)
9h30 – Mesa Temática “Políticas públicas para o setor audiovisual do Piauí: Quais os principais caminhos?” (Local: MIS)
16h – Sessão Paralela – Cinema Marginal Piauiense (Local: MIS)
- Vã-Pirações (1980) – de Arnaldo Albuquerque
- O Guru da Sexy Cidade (1973) – de Antônio Noronha
- Cabeça de Cuia (1979) – de Lindemberg Pirajá
- Festa Junina no Hospital Areolino de Abreu (1973) – de Edmar Oliveira
- Aterro (1979) – de Dogno Içaino
- Tio João (1978) – de Antônio Noronha
18h30 – Mostra Principal (Local: MIS)
- Deito-me para dormir – Dir. Thayne Feitosa
- Catty Bete – Dir. Mariel Haickel
- Não Me Deixe Esquecer – Dir. André Luís Moreira
- Entrelaçadas: Entre Vozes que Ecoam – Dir. Alisson Carvalho
- Judas é Meu Avô – Dir. Dudu Gehlen
21h – Festa de Encerramento (Local: Centro Cultural do Centro)
- DJ 15
- Erick Som
- Caju Pinga Fogo
- Sérgio CCC
Realização
O evento é uma realização da Cocais Filmes, com apoio da Universidade Federal do Piauí (UFPI-PREXC), do Centro Cultural do Centro (CCC), do Cultura na Faixa, do Museu da Imagem e do Som (MIS), do Paradiso Multiplica, da Ayo Cenografia, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan).