O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) decidiu, por unanimidade, manter a prisão domiciliar da vereadora de Teresina Tatiana Medeiros (PSB). A decisão foi tomada durante sessão judiciária realizada na terça-feira (16), que também marcou o encerramento das atividades do tribunal em 2025.
Com a decisão, a parlamentar segue afastada do mandato, utilizando tornozeleira eletrônica e proibida de sair de sua residência. O colegiado analisou um pedido da defesa que solicitava a revogação da prisão domiciliar, a retomada do exercício do cargo e a reabertura da ONG Vamos Juntos, o que foi negado.
Tatiana Medeiros responde a uma ação penal que apura suposto envolvimento em organização criminosa, corrupção eleitoral e peculato. O processo reúne nove réus e já teve a oitiva de 112 testemunhas durante a fase de instrução. A expectativa é que a sentença seja proferida no início de 2026.
Em seu voto, o relator do caso, juiz José Maria, destacou que as medidas cautelares aplicadas são adequadas para garantir a ordem pública, a instrução do processo e a aplicação da lei penal, sem prejuízo de uma eventual decretação de prisão preventiva caso surjam novos elementos.
A vereadora foi presa em abril de 2024, durante a operação Escudo Eleitoral II, e teve a prisão preventiva convertida em domiciliar em junho do mesmo ano, por decisão judicial. O companheiro de Tatiana, Alandilson Cardoso, também segue preso, acusado de integrar uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.