Dia
Do Teatro Amador. Data que passa batida por todos. Vou ascendê-la pelo olhar romântico que nos inspira. Amador. Que vem de quem ama. Por que tem que amar muito mesmo para ser apenas amador. Arrisco dizer que o teatro piauiense, quando passou de amador a profissional, afastou-se do público. E o público vai continuar assim. Se o teatro não for buscá-lo ou ir ao seu encontro, não espere que venha beijar-lhe a mão apenas porque é a linguagem milenar. Acho que o teatro amador era mais amável.
Camoens
O professor Nílson Cordeiro Ferreira, entusiasta do Pai da Lusofonia, Luís Vaz de Camões, articulou na Alepi Homenagem aos 500 anos do maior poeta da língua portuguesa. Nílson está à frente da Confraria Camoens. Como guardião, vai colaborando na promoção e preservação do ícone tão caro a todos nós. Com proposição do deputado Gil Carlos, o evento reuniu intelectuais e autoridades na casa legislativa. O professor até lembra a imagem do poeta. Deve ser a afinidade.
Maestro
Um mineiro criou o espetáculo que já encantou muita gente. O Coral de Mil Vozes, reunindo crianças e adolescentes que estudam na rede pública, vem trazendo alegria e encanto desde 1995. Emmanuel Coelho Maciel, maestro de formação, chegou ao Piauí em 1976 para dar aula de Música da UFPI. Foi discípulo de Villa-Lobos, de onde veio a conexão do eruito com o popular, provavelmente. No Piauí, conduziu seu projeto pessoal de Educação Musical, tema de sua especialização.
Crianças
A orientação educativa o fez criar vários projetos de corais e grupos musicais. Entre eles, a Orquestra de Câmara de Teresina, que foi o embrião da Orquestra Sinfônica. Usando o canto coral como ferramenta social de inclusão, trabalhou a proposta da educação musical em larga escala. Envolvendo estudantes, trouxe o Coral de Mil Vozes, que além da música, envolvia encenações e dança. Um espetáculo completo, que marcou época e emocionou muita gente.
Sublime
Um projeto complexo, que exigia grande produção e um aparato logístico gigantesco para treinar os coralistas, transportá-los, preparar figurinos e fazer todos cantarem afinadamente, no mesmo tom, sob a regência de quem não os preparou e com a participação de outros artistas, com luz e som que não conheciam. Entre outros aspectos de bastidores que o fizeram um dos momentos mais sublimes. Com entregas emocionantes, o Coral de Mil Vozes marcou a memória dos piauienses. A Secult tenta repetir o sucesso. Houve uma apresentação no dia 24 de novembro, mas com pequeno público.
Extra
Hoje o espetáculo retorna ao adro da Igreja de São Benedito para mais uma apresentação, que não estava na programação original no Natal da Secult. São alunos e alunas de 10 escolas da rede pública estadual de ensino. Segundo divulgado, o espetáculo de hoje é o resultado de seis meses entre oficinas de preparação vocal e ensaio do repertório natalino que será apresentado. Intercalando as crianças, cantores e cantoras fazem suas apresentações. A partir de 19h.
Estreia
A Escola de Dança Lenir Argento estreia hoje o espetáculo “Feira de Mangaio”. Com duas sessões diárias, a partir de hoje até o próximo dia 19, sempre às 17h e às 19h. O espetáculo é uma homenagem à trajetória do bailarino, coreógrafo e empresário da Dança, Sidh Ribeiro. A movimentação coreográfica criada pelo diretor da escola, Datan Izaká, é referenciada em montagem do repertório premiado do artista. “Fantasia Nordestina” é um dos pontos altos da história contemporânea da dança piauiense.
Mestre
Sidh Ribeiro é um vocábulo obrigatório na enciclopédia da arte e cultura do Piauí (quando for publicada). Como bailarino e como coreógrafo, trabalhou a criação de espetáculos que encheram as prateleiras de troféus. Vencendo muitas vezes nos maiores festivais de dança. Elevando o nome do Piauí entre os maiores destaques na arte da poesia do movimento. Como professor, é responsável pela sólida formação de gerações de novos artistas. Disciplina e talento na medida certa fazem de uma carreira na dança um grande palco de sucessos. Sua história tem que ser contada com letras douradas. Parabéns, Mestre Sidh!
Sapo
Durante muito termpo os adversários do Presidente Lula o apelidaram de Sapo Barbudo. Uma forma de depreciar sua imagem. Naquele tempo, ecologia era motivo de risos até da esquerda. O sapo nada mais era que um animal feio, sujo e desengonçado. Para piorar, ainda era barbudo. Atualmente, ser comparado a um sapo pode ser uma homenagem. Uma bela forma de reconhecer a importância de uma pessoa é dar a ela o nome de uma nova espécie.
Conservação
Foi o que fizeram os cientistas da Unesp e UFPR, que publicaram a descoberta na revista PLOS One. Conhecido popularmente como sapinho-abóbora, endêmico da Serra do Quiriri, em Santa Catarina, recebeu o nome de Brachycephalus Lula. De um laranja brilhante e um “canto” diferenciado, o minúsculo anfíbio mede apenas 11 milímetros. Preocupados com a conservação do novo integrante da fauna brasileira, os pesquisadores querem transformar o espaço em Unidade de Conservação.
Missa
A família do baterista Nonato Monte convida os parentes, amigos, fãs e admiradores do artista para missa de sétimo dia, que será celebrada na noite de hoje. A partir das 19h, a memória do amigo, que deixou suas palavras, suas ideias e suas orientações, será reverenciada em momento de reconhecimento da importância de sua passagem entre nós. Sempre cultivando o bom relacionamento, Nonato deixa um legado rico em corações e mentes que tiveram a sorte de conviver com ele.