Coral de Mil Vozes apresenta-se hoje no Adro da São Benedito

Formado por estudantes de dez escolas da rede pública estadual de ensino, crianças e adolescentes trazem o repertório de músicas natalinas.

Dia

Do Teatro Amador. Data que passa batida por todos. Vou ascendê-la pelo olhar romântico que nos inspira. Amador. Que vem de quem ama. Por que tem que amar muito mesmo para ser apenas amador. Arrisco dizer que o teatro piauiense, quando passou de amador a profissional, afastou-se do público. E o público vai continuar assim. Se o teatro não for buscá-lo ou ir ao seu encontro, não espere que venha beijar-lhe a mão apenas porque é a linguagem milenar. Acho que o teatro amador era mais amável.

Elenco de montagem de espetáculo de Gomes Campos. Foto: Willian Tito

Camoens

O professor Nílson Cordeiro Ferreira, entusiasta do Pai da Lusofonia, Luís Vaz de Camões, articulou na Alepi Homenagem aos 500 anos do maior poeta da língua portuguesa. Nílson está à frente da Confraria Camoens. Como guardião, vai colaborando na promoção e preservação do ícone tão caro a todos nós. Com proposição do deputado Gil Carlos, o evento reuniu intelectuais e autoridades na casa legislativa. O professor até lembra a imagem do poeta. Deve ser a afinidade. 

Deputado Gil Carlos conduziu a homenagem no plenário da Alepi. Foto: divulgação

Maestro

Um mineiro criou o espetáculo que já encantou muita gente. O Coral de Mil Vozes, reunindo crianças e adolescentes que estudam na rede pública, vem trazendo alegria e encanto desde 1995. Emmanuel Coelho Maciel, maestro de formação, chegou ao Piauí em 1976 para dar aula de Música da UFPI. Foi discípulo de Villa-Lobos, de onde veio a conexão do eruito com o popular, provavelmente. No Piauí, conduziu seu projeto pessoal de Educação Musical, tema de sua especialização.

Maestro Emmanuel Coelho Maciel nos deixou em 2015. Foto: reprodução redes sociais

Crianças

A orientação educativa o fez criar vários projetos de corais e grupos musicais. Entre eles, a Orquestra de Câmara de Teresina, que foi o embrião da Orquestra Sinfônica. Usando o canto coral como ferramenta social de inclusão, trabalhou a proposta da educação musical em larga escala. Envolvendo estudantes, trouxe o Coral de Mil Vozes, que além da música, envolvia encenações e dança. Um espetáculo completo, que marcou época e emocionou muita gente. 

Edição anterior do Coral criado pelo Maestro Emmanuel. Foto: reprodução redes sociais

Sublime

Um projeto complexo, que exigia grande produção e um aparato logístico gigantesco para treinar os coralistas, transportá-los, preparar figurinos e fazer todos cantarem afinadamente, no mesmo tom, sob a regência de quem não os preparou e com a participação de outros artistas, com luz e som que não conheciam. Entre outros aspectos de bastidores que o fizeram um dos momentos mais sublimes. Com entregas emocionantes, o Coral de Mil Vozes marcou a memória dos piauienses. A Secult tenta repetir o sucesso. Houve uma apresentação no dia 24 de novembro, mas com pequeno público.

Coral de Mil Vozes em edição anterior. Foto: reprodução redes sociais

Extra

Hoje o espetáculo retorna ao adro da Igreja de São Benedito para mais uma apresentação, que não estava na programação original no Natal da Secult. São alunos e alunas de 10 escolas da rede pública estadual de ensino. Segundo divulgado, o espetáculo de hoje é o resultado de seis meses entre oficinas de preparação vocal e ensaio do repertório natalino que será apresentado. Intercalando as crianças, cantores e cantoras fazem suas apresentações. A partir de 19h.

Edição apresentada em 24 de novembro deste ano. Foto: Ascom/Secult

Estreia

A Escola de Dança Lenir Argento estreia hoje o espetáculo “Feira de Mangaio”. Com duas sessões diárias, a partir de hoje até o próximo dia 19, sempre às 17h e às 19h. O espetáculo é uma homenagem à trajetória do bailarino, coreógrafo e empresário da Dança, Sidh Ribeiro. A movimentação coreográfica criada pelo diretor da escola, Datan Izaká, é referenciada em montagem do repertório premiado do artista. “Fantasia Nordestina” é um dos pontos altos da história contemporânea da dança piauiense. 

Mestre

Sidh Ribeiro é um vocábulo obrigatório na enciclopédia da arte e cultura do Piauí (quando for publicada). Como bailarino e como coreógrafo, trabalhou a criação de espetáculos que encheram as prateleiras de troféus. Vencendo muitas vezes nos maiores festivais de dança. Elevando o nome do Piauí entre os maiores destaques na arte da poesia do movimento. Como professor, é responsável pela sólida formação de gerações de novos artistas. Disciplina e talento na medida certa fazem de uma carreira na dança um grande palco de sucessos. Sua história tem que ser contada com letras douradas. Parabéns, Mestre Sidh!

Bailarino e coreógrafo, Sidh Ribeiro. Foto: divulgação redes sociais

Sapo

Durante muito termpo os adversários do Presidente Lula o apelidaram de Sapo Barbudo. Uma forma de depreciar sua imagem. Naquele tempo, ecologia era motivo de risos até da esquerda. O sapo nada mais era que um animal feio, sujo e desengonçado. Para piorar, ainda era barbudo. Atualmente, ser comparado a um sapo pode ser uma homenagem. Uma bela forma de reconhecer a importância de uma pessoa é dar a ela o nome de uma nova espécie. 

Quando apelidaram Lula de Sapo Barbudo. Foto: Internet

Conservação

Foi o que fizeram os cientistas da Unesp e UFPR, que publicaram a descoberta na revista PLOS One. Conhecido popularmente como sapinho-abóbora, endêmico da Serra do Quiriri, em Santa Catarina, recebeu o nome de Brachycephalus Lula. De um laranja brilhante e um “canto” diferenciado, o minúsculo anfíbio mede apenas 11 milímetros. Preocupados com a conservação do novo integrante da fauna brasileira, os pesquisadores querem transformar o espaço em Unidade de Conservação.

O sapinho e o homenageado. Montagem: Internet

Missa

A família do baterista Nonato Monte convida os parentes, amigos, fãs e admiradores do artista para missa de sétimo dia, que será celebrada na noite de hoje. A partir das 19h, a memória do amigo, que deixou suas palavras, suas ideias e suas orientações, será reverenciada em momento de reconhecimento da importância de sua passagem entre nós. Sempre cultivando o bom relacionamento, Nonato deixa um legado rico em corações e mentes que tiveram a sorte de conviver com ele.