Vereador Kaká do Frigo Sá acusado de envolvimento em homicídio é preso em Campo Maior

Parlamentar estava sendo procurado pela Justiça maranhense e foi localizado durante uma ação policial.

O vereador de Timon, no Maranhão, Luís Carlos da Silva Sá, conhecido como Kaká do Frigo Sá, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite dessa sexta-feira (29), no município de Campo Maior (PI). O parlamentar estava sendo procurado pela Justiça maranhense e foi localizado durante uma ação policial.

 Vereador Kaká do Frigo Sá acusado de envolvimento em homicídio é preso em Campo Maior - Foto: Câmara de Timon   

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). O vereador responde a uma ação penal relacionada a um homicídio registrado em janeiro de 2023. A ordem judicial foi assinada pelo desembargador José Nilo Ribeiro Filho. 

Antes da prisão, a defesa de Kaká do Frigo Sá havia tentado reverter a medida por meio de um pedido de habeas corpus. Os advogados sustentaram que o parlamentar colaborou com as investigações e permaneceu em liberdade durante o andamento do processo. No entanto, os desembargadores entenderam que permaneciam os fundamentos para a manutenção da prisão preventiva. 

Após ser preso, o vereador foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça do Maranhão. A decisão que manteve sua prisão também revogou uma liminar anterior que havia substituído a custódia por medidas cautelares. 

Sobre o caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o vereador Kaká do Frigo Sá, juntamente com Gildásio e Gilfran, é acusado de ter participado do planejamento da morte de um homem em um crime que teria sido motivado por vingança.

Segundo a acusação, os três suspeitavam que a vítima tivesse ligação com a morte de Antônio Carlos Gomes de Abreu, conhecido como "Carlinhos", cunhado dos denunciados. A partir dessa suspeita, eles teriam articulado a execução do crime e prometido o pagamento de R$ 100 mil a três homens apontados como executores: Francisco Pereira da Silva, conhecido como "Francinaldo", Agenor Vieira Gomes Filho, o "Agenorzinho", e Carlos Roberto Pereira, chamado de "Carlos Cigano".

Ainda conforme a denúncia, os acusados teriam chegado ao local do crime em uma caminhonete branca. A vítima foi surpreendida e atingida por diversos disparos de arma de fogo nas proximidades do Clube Pedro Mônica.