Ao finalizar o ano de 2025, venho compartilhar uma reflexão profunda sobre como nossas ações podem, em um único deslize, comprometer tudo o que construímos ao longo da vida. Hoje, no nosso ordenamento jurídico, não há mais espaço para negligências graves. Vivemos em um contexto onde é preciso andar na linha: desvios de conduta podem levar à responsabilização criminal, administrativa e civil.
Quero abordar um caso recente que chocou o Brasil. Não mencionarei nomes, mas o fato em si merece nossa atenção. Trata-se de uma agressão brutal, inaceitável sob qualquer pretexto, especialmente quando as vítimas são a ex-esposa ou esposa e o próprio filho do agressor. É preciso reafirmar: nenhuma forma de agressão – física, verbal ou psicológica – deve ser tolerada.
O caso envolve um funcionário público federal, ocupante de um cargo de grande relevância para o país. Alguém que passou por um concurso de altíssima dificuldade, acessível apenas aos mais determinados e intelectualmente preparados. Após anos de estudo e dedicação, essa pessoa alcançou um patamar de vida invejável no Brasil, tanto financeira quanto profissionalmente. No entanto, cometeu um ato de extrema gravidade, agredindo seu filho e sua esposa. O episódio viralizou nas redes sociais e gerou profunda indignação, a ponto de o presidente da República se manifestar publicamente.
Esse ato lamentável comprometeu tudo: a reputação, exposta de forma irremediável pela imprensa; a liberdade, com a polícia indiciando-o por crimes cuja soma das penas máximas ultrapassa 10 anos de prisão; e o convívio familiar, já que medidas protetivas foram concedidas pela Justiça para impedir qualquer aproximação do agressor às vítimas, sob risco de prisão preventiva.
A questão que mais me intriga é: como alguém tão inteligente e educado pôde agir de forma tão irresponsável e criminosa, colocando tudo a perder em um único gesto impensado? Uma atitude que desmoronou uma vida inteira de esforços e conquistas. Isso é o reflexo de tempos em que não há mais espaço para o "jeitinho".
Em 2025, o Brasil avançou significativamente no combate à violência contra a mulher. Devemos reconhecer e aplaudir o papel de nossos legisladores, que endureceram as penas para esses crimes, com destaque ao feminicídio, cuja punição pode chegar a 40 anos de reclusão. A sociedade evoluiu para dizer, com veemência, que agressões – sejam elas físicas, psicológicas ou verbais – são absolutamente inaceitáveis. Não há justificativa para o machismo ou para a violência, especialmente contra esposas, mães ou qualquer outra mulher. Em tempos como os nossos, os agressores devem ser severamente punidos.
Este caso emblemático deixa um alerta claro: atos impensados podem destruir vidas inteiras. Perde-se a reputação, a liberdade e, certamente, o patrimônio. Que essa reflexão sirva como um chamado à responsabilidade e ao respeito. Não há caminho fora da lei. O que se espera é uma postura firme diante da intolerância e da violência – valores indispensáveis para um futuro mais justo e equilibrado.
Fica aqui minha mensagem de final de ano e um convite à introspecção. Não podemos permitir que deslizes comprometam tudo o que construímos.