O advogado Eduardo Eberty Fontes Sousa Cipriano teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após passar por audiência de custódia na quinta-feira (2). Ele é suspeito de participar de um assalto contra um agricultor na cidade de Paes Landim, no Sudeste do Piauí.
João Alves de Sousa Filho, apontado pela Polícia Civil como comparsa do advogado, também teve a prisão preventiva decretada.
Segundo a delegada Francineide Fontes, responsável pela investigação, os dois suspeitos foram localizados e presos na tarde de quinta-feira, na cidade de Picos, a cerca de 180 quilômetros de Paes Landim.
De acordo com o relato da vítima à polícia, o crime ocorreu por volta das 10h30 de quarta-feira (1º), quando o agricultor trabalhava em uma roça. Ele afirmou que foi surpreendido pela dupla, que estava em um carro branco com um pequeno reboque.
Ainda conforme o depoimento, os suspeitos tomaram a chave da motocicleta da vítima e apontaram uma arma de fogo para a cabeça do agricultor. Em seguida, teriam roubado o veículo e ovelhas que estavam na propriedade.
O agricultor contou à Polícia Civil que conseguiu escapar após aproveitar um momento de distração dos suspeitos.
No boletim de ocorrência, a vítima relatou que os homens levaram inicialmente duas ovelhas e a motocicleta, mas acredita que o número de animais roubados pode ter sido maior.
As duas ovelhas foram recuperadas pela polícia, sendo uma encontrada viva e a outra já abatida.
A defesa do advogado ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o caso até a publicação desta reportagem.
OAB acompanha caso
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, informou que acompanha a ocorrência por meio do Sistema Estadual de Defesa das Prerrogativas e Honorários e da Subseção de Picos.
Segundo a entidade, um integrante da Comissão de Prerrogativas foi designado para acompanhar a audiência de custódia, a fim de garantir o cumprimento das prerrogativas profissionais do advogado.
A OAB informou ainda que Eduardo Eberty não foi colocado em cela comum, permanecendo em espaço separado, devido às garantias previstas para a advocacia.
A entidade ressaltou, porém, que atua apenas na defesa das prerrogativas profissionais e que não faz avaliação sobre os fatos investigados nem sobre a conduta atribuída ao advogado.
A OAB-PI também destacou que eventuais apurações ético-disciplinares são realizadas em procedimento próprio e sigiloso no Tribunal de Ética e Disciplina.