O delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), detalhou nesta sexta-feira (12) como ocorreu o trabalho de identificação e apreensão dos suspeitos envolvidos no latrocínio do açougueiro de 45 anos, identificado como João da Cruz de Sousa Silva, ocorrido no bairro Mário Covas, zona Sul de Teresina.
Segundo o delegado, as equipes atuam desde o momento do crime, reunindo evidências e ouvindo testemunhas para esclarecer a dinâmica do caso.
De acordo com o delegado, a vítima foi seguida — e não perseguida — por dois indivíduos em uma motocicleta. Ao alcançarem a vítima em uma avenida do Mário Covas, o garupa desceu e anunciou o assalto.
“A vítima resistiu, segundo já documentado, e um disparo foi efetuado”, afirmou Dias.
Após o tiro, os suspeitos fugiram levando a motocicleta da vítima, atravessaram a BR e seguiram até uma área de mata, onde abandonaram o veículo posteriormente recuperado pela Polícia Militar.
Durante as diligências, testemunhas apontaram um adolescente de 13 anos como o autor do disparo. Uma das testemunhas relatou ter conversado com ele após o crime, ocasião em que o menor teria confessado o tiro. A partir dessas informações, a Polícia Militar localizou o adolescente.
“Ao perceber a presença da PM, ele prontamente admitiu o crime e indicou onde teria deixado a arma”, disse o delegado. Segundo Dias, a descrição da arma dada pelo menor — uma arma artesanal — coincide com o que foi relatado por testemunhas, embora o armamento ainda não tenha sido localizado.
O delegado informou ainda que, durante o depoimento no DHPP, a mãe do adolescente tentou interferir nas respostas. Após sua saída, o jovem deu mais detalhes sobre a ação, reforçando a confissão feita à PM. Ele foi apreendido e teve a internação solicitada pelo departamento.
“Ressaltei no pedido a revolta da população e o risco à integridade dele e dos familiares caso fosse liberado”, destacou.
A investigação agora concentra esforços na identificação do piloto da motocicleta. O delegado frisou que, até o momento, não há evidências do envolvimento de outras pessoas citadas informalmente durante as diligências.
“Latrocínio é atribuído apenas a duas pessoas: o piloto e o atirador, que já está apreendido. Se surgirem novas evidências, providências serão tomadas”, afirmou.
Dias também ressaltou que a PM atuou de forma cautelosa e correta ao conduzir para esclarecimentos todos os nomes mencionados ao longo das buscas.