A Delegacia de Feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito sobre a morte de Rita de Cássia Albuquerque Silva, de 75 anos, assassinada no dia 15 de maio, no bairro São Cristóvão, zona Leste de Teresina. O filho da vítima, Adriano Albuquerque Coelho, de 39 anos, foi indiciado por feminicídio.
Segundo a delegada Nathalia Figueiredo, responsável pelo caso, as investigações concluíram que o crime foi praticado com crueldade e sem possibilidade de defesa para a vítima, além da condição de idosa da mulher agravar a situação.
“Chegamos à conclusão de que houve a prática de feminicídio consumado. A vítima era idosa e o meio empregado pelo autor foi cruel e sem chance de defesa”, afirmou a delegada.
Durante as investigações, a Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança de imóveis vizinhos para identificar a movimentação da vítima e do suspeito antes do crime. As imagens ajudaram a definir o horário em que o homicídio aconteceu.
“Conseguimos verificar a entrada e saída tanto da vítima quanto do autor e, a partir dessas imagens, chegamos à conclusão de que o crime aconteceu entre 11h45 e 13h do dia 15 de maio”, explicou Nathalia Figueiredo.
A investigação também apontou que Rita de Cássia costumava visitar o filho, que morava sozinho, levando alimentos e medicamentos. Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por ressentimentos do suspeito em relação à mãe.
Adriano Albuquerque Coelho foi preso em flagrante no dia do crime e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. Ele também passou por avaliação psiquiátrica após determinação judicial.
De acordo com a delegada, a Justiça ainda vai analisar se o suspeito tinha condições mentais de responder pelos próprios atos no momento do crime. Exames e avaliações devem apontar se ele possui algum transtorno mental e se tinha consciência do que fazia quando matou a mãe.
“Na fase processual será analisada inimputabilidade do suspeito, ou seja, se ele tinha alguma doença mental e capacidade de entender os próprios atos no momento do crime. Essa análise será feita com base no critério biopsicológico previsto no Código Penal”, explicou a delegada Nathalia Figueiredo.