O Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (29), uma operação contra um homem investigado por gravar mulheres durante atos sexuais sem autorização e comercializar os vídeos pela internet.
Segundo o delegado Humberto Mácola, responsável pelo caso, a investigação teve início após pelo menos sete vítimas procurarem a polícia relatando que imagens íntimas haviam sido divulgadas em diferentes estados do país. Algumas delas chegaram a ser contatadas por pessoas que tiveram acesso ao conteúdo.
De acordo com as apurações, o investigado utilizava uma pasta para documentos adaptada com uma capa de celular e um pequeno orifício, permitindo a gravação das vítimas sem que elas percebessem. Os vídeos eram posteriormente divulgados e vendidos para usuários da internet.
A polícia também investiga a presença de menores de idade entre as vítimas. Conforme o delegado, há indícios de que parte do material compartilhado envolva adolescentes.
As investigações apontam que os vídeos eram comercializados por valores entre R$ 75 e R$ 100 e inicialmente eram divulgados por meio do aplicativo Telegram. A polícia não descarta a possibilidade de o conteúdo também ter sido publicado em plataformas pornográficas.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes encontraram uma grande quantidade de bebidas alcoólicas na residência do suspeito, incluindo garrafas vazias e caixas com bebidas. Todo o material foi apreendido e será submetido à perícia. A polícia apura ainda possíveis irregularidades relacionadas à comercialização desses produtos.
Segundo o delegado Humberto Mácola, o investigado já havia sido preso anteriormente em uma operação do GRECO, em 2017, e também possui histórico de investigações relacionadas a crimes de natureza sexual.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto o DRCC segue com as investigações para identificar outras possíveis vítimas e apurar a extensão da divulgação dos vídeos.