O fim da prisão preventiva de Suelene Pessoa, a Sol Pessoa, tem provocado mais burburinho do que qualquer coletiva oficial. Ex-chefe de gabinete do ex-prefeito da capital, Dr. Pessoa, Sol foi libertada após o fim do prazo de sua prisão, mas decidiu manter o silêncio, pelo menos publicamente.
A notícia encontrou eco nos corredores da Câmara Municipal. Um vereador, em tom de ironia, resumiu o clima com uma frase:
— “A Sol está solta, né?”
— “Sim, e espero que a língua não.”
A observação, aparentemente banal, carrega o peso da preocupação de parte da classe política. Em off, parlamentares admitem apreensão com o que Sol possa revelar agora que está fora da prisão. Há quem acredite que o silêncio da ex-assessora é apenas uma pausa antes de um novo capítulo e que, se decidir falar, as consequências podem ir muito além do campo policial.
Fontes ligadas à defesa afirmam que a escolha é estratégica. O clima entre aliados e adversários é de expectativa.
“Ela não se sente confortável para uma entrevista agora, até porque o trabalho da polícia ainda não foi concluído. Seria injusto com a investigação. Neste momento, a palavra é do delegado”, disse um interlocutor.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Dr. Ferdinando, em entrevista à TV Lupa1 atualmente, ela está solta, mas sob restrições: não pode ter contato com outros investigados nem acessar os pertences apreendidos.
Delação Premiada
A defesa, frisou que a colaboração não significa delação premiada. “A investigação ainda é incipiente. Não há qualquer negociação, conchavo ou acordo”, frisou a fonte.