Em entrevista à TV Lupa1, na manhã desta quinta-feira (28), o motorista por aplicativo Emerson Carlos falou sobre a tentativa de homicídio que sofreu durante uma briga com um taxista no Aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina. O caso aconteceu na madrugada do último domingo (23) e foi registrado por testemunhas em vídeos que circularam nas redes sociais.
Emerson afirmou que vinha sofrendo ameaças e intimidações de taxistas que atuam no aeroporto por trabalhar com transporte por aplicativo no local.
“Há vários meses os taxistas tentam oprimir a gente que trabalha com transporte de passageiros no aeroporto. Chamam a gente de ladrão, dizem para os passageiros não irem com a gente. E terminou que, nessa noite, um deles tentou me matar”, relatou.
Segundo o motorista, o suspeito já desceu do carro armado com uma faca e teria agido com intenção de matar.
“Ele não veio para conversar. Já veio com a faca na mão e cravou a faca no meu peito. Se não fossem os amigos que estavam lá, eu não estaria aqui contando essa história”, disse.
A vítima também afirmou que o suspeito tentou continuar as agressões mesmo após ele cair no chão ferido.
“Quando eu caí com a faca cravada no peito, ele tentou puxar a faca para continuar. Só não conseguiu porque os amigos seguraram ele”, contou.
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Motorista por aplicativo Emerson Carlos, vítima de tentativa de homicídio por um táxista no aeroporto de Teresina - Foto: TV Lupa1
Emerson afirmou que trabalha há mais de cinco anos no aeroporto e negou qualquer irregularidade na atividade exercida.
“Meu carro é legalizado, minha habilitação está em dia. A gente só está trabalhando para levar sustento para dentro de casa”, declarou.
Segundo o advogado Danúbio Carvalho, a defesa acompanha as investigações e deve pedir na Justiça indenização pelos prejuízos causados ao motorista, já que ele ficou impossibilitado de trabalhar após o ataque
“A gente vai levantar tanto os danos morais quanto os danos materiais, já que ele está impossibilitado de trabalhar”, afirmou o advogado.
Emerson contou que ficou bastante abalado psicologicamente após ser esfaqueado e disse que ainda enfrenta dificuldades para retomar a rotina. Segundo ele, o trauma mudou completamente a vida dele nos últimos dias.
“Hoje eu vivo de ajuda dos amigos. Não tenho capacidade nem de dirigir mais. Fico nervoso, tremendo e com medo até de olhar pela janela. O médico disse que eu só não morri porque a faca bateu no osso do peito e não atingiu o coração”, relatou.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.
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