O policial militar Cleiton Alves Landim foi condenado pelo Tribunal do Júri a 7 anos, 10 meses e 15 dias de prisão por atuar no comércio clandestino de armas e munições em São Raimundo Nonato. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri, na segunda-feira (22), após atuação do Ministério Público do Piauí (MPPI).
A prisão ocorreu em julho de 2022, durante a Operação Paiol. Na ocasião, o cabo da Polícia Militar e outros quatro investigados foram detidos. Com o grupo, os policiais encontraram sete espingardas, três revólveres, cerca de 500 munições e 13 quilos de chumbo usado em espingardas artesanais conhecidas como "bate-bucha".
Segundo o MPPI, as investigações revelaram que o policial, que estava na ativa na época dos fatos, utilizava a função pública para atuar na comercialização clandestina de armamentos e munições na região de São Raimundo Nonato. A denúncia foi sustentada por interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, depoimentos de testemunhas e relatórios produzidos pelos órgãos responsáveis pela investigação.
Ao fixar a pena de 7 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, o juiz Caio Emanuel Severiano Santos e Sousa considerou como agravante o fato de o condenado exercer a função de policial militar, entendendo que a conduta praticada é incompatível com o cargo.
Além da prisão, o réu também foi condenado ao pagamento de 35 dias-multa e à perda do cargo público.