A Polícia Civil confirmou novos desdobramentos nas investigações sobre o assassinato de Aline, encontrada morta e carbonizada em julho de 2024, nas proximidades do Rodoanel. Segundo a delegada Natália Figueiredo, o principal suspeito do crime, identificado como Demétrios, teve a prisão preventiva cumprida no último dia 28, após ser localizado no sistema prisional de Marabá, no Pará.
De acordo com a delegada, as investigações continuaram mesmo após um alvará de soltura expedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que resultou na liberação do investigado após o cumprimento de uma prisão temporária decretada em agosto de 2024.
“Nós seguimos com as investigações e ficou muito clara a atuação direta dele no crime”, afirmou Natália Figueiredo.
A polícia informou que um dos elementos centrais da investigação foi o monitoramento do veículo supostamente utilizado no assassinato. Imagens de câmeras de segurança registraram o carro nas proximidades do Rodoanel, local onde o corpo da vítima foi encontrado em 10 de julho de 2024.
Ainda segundo a investigação, Aline saiu de casa por volta das 17h do dia 9 de julho, avisando à mãe, de forma repentina, que iria viajar. Testemunhas relataram ter visto a vítima entrando em um carro, posteriormente identificado pelos investigadores. O rastreamento da movimentação do veículo apontou deslocamento até a cidade de Marabá, reforçando as suspeitas sobre a participação de Demétrios.
Envolvimento com tráfico
Durante as investigações, a Polícia Civil concluiu que Aline tinha envolvimento com o tráfico de drogas, atuando como o que é conhecido popularmente como “mula”, realizando transporte de entorpecentes entre cidades.
Segundo relatos de testemunhas, a vítima estaria cobrando valores relacionados a uma dívida oriunda desse contexto criminoso. A delegada afirmou que a linha investigativa aponta que Aline confrontava pessoas que estariam lhe devendo dinheiro.
Outro fator que chamou a atenção da família foi uma mensagem enviada após o desaparecimento. Conforme a polícia, Aline costumava enviar áudios para a mãe, mas, desta vez, houve apenas uma mensagem escrita, o que despertou preocupação imediata. A identificação oficial do corpo também exigiu exames periciais, já que a vítima foi encontrada carbonizada.
Crime com extrema crueldade
O inquérito foi concluído com o indiciamento de Demétrios por quatro crimes, incluindo homicídio qualificado. A delegada destacou a crueldade empregada na execução.
"Aline foi morta no chamado “micro-ondas”, método criminoso em que a vítima é colocada cercada por pneus antes de ter o corpo incendiado", afirmou a delegada
A Polícia Civil informou ainda que as investigações seguem em andamento para identificar possíveis outros envolvidos. Caso surjam novas provas, poderá haver aditamento da denúncia por parte do Ministério Público.