As forças de segurança do Piauí deflagraram, na manhã desta sexta-feira (28), uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvidos em confrontos armados na Vila Palitolândia, zona Sul de Teresina. A ação resultou na prisão de D.F.A., conhecido como “Rouba a Cena”, apontado como liderança local da facção.
Ele foi localizado em uma maternidade pública no bairro Dirceu Arcoverde, na zona Sudeste da capital. No quintal da residência dele, os policiais encontraram uma pistola e diversas munições enterradas.
De acordo com as apurações da polícia, o investigado é natural do estado de São Paulo e em 2017, após sair da penitenciária de Pacaembu (SP), ele foi encaminhado pela organização criminosa paulista para o Piauí com a missão de estruturar o núcleo do grupo no estado.
Ao chegar passou a ser monitorado pela Inteligência da Secretaria de Segurança Pública que já acompanhava a atuação da organização criminosa. “Quando ele veio em um ônibus lá do estado de São Paulo, ele já foi abordado na rodoviária por uma equipe nossa e do Greco. Então, desde aquela época, nós passamos a monitorá-lo”, informou o delegado da Polícia Civil, Charles Pessoa.
A operação também resultou na prisão de mais dois suspeitos ligados ao “Rouba a Cena”. Segundo o delegado Charles Pessoa, foram detidos uma mulher conhecida como “Sandrinha” e outro comparsa, vulgo “Muriçoca”. No quintal da residência de Sandrinha, os policiais encontraram uma pistola e diversas munições enterradas.
“Além do Rouba Cena, a Sandrinha também foi presa. Quem é a Sandrinha? Uma mulher que deu auxílio ao Rouba Cena desde o momento que foi colocado em liberdade. Essa arma foi apreendida no quintal da residência dela. Ela tinha conhecimento que o Rouba Cena integra essa função de liderança dentro do PCC e ela estava dando abrigo a esse criminoso. Outro indivíduo que era também parceiro dele, de vulgo muriçoca, foi preso e conduzido para a sede do departamento. Então, três prisões importantes”, informou o delegado da Polícia Civil, Charles Pessoa.
Segundo o delegado Charles Pessoa, ele assumiu a função de “geral do Estado”, exercendo papel de comando e articulação e também teria desempenhado a função de “restrita”, setor responsável por executar rivais e levantar informações sobre agentes da segurança pública.
Ele já foi preso no Piauí por homicídio, organização criminosa e tráfico de drogas, além de outras detenções ao longo dos anos, incluindo uma operação do DRACO há cerca de dois anos.
Há aproximadamente dois meses, ele deixou novamente o sistema penitenciário e retornou para a região do Morro do Cego, na Vila Palitolândia, onde passou a promover conflitos territoriais, expulsar moradores e realizar disparos de arma de fogo para intimidar grupos rivais e consolidar domínio.
“Estamos diante de um indivíduo que veio ao Piauí justamente para estruturar uma célula criminosa e, desde então, vinha exercendo funções de liderança e comando dentro da organização. Após deixar o sistema prisional, voltou a fomentar conflitos e promover violência na região. A prisão dele representa um passo crucial para estabilizar a área e proteger os moradores”, afirmou o delegado.
A operação foi resultado da integração entre a Secretaria de Segurança Pública, o Ministério Público e o Poder Judiciário, reforçando a importância da atuação conjunta no combate ao crime organizado. A ação foi coordenada pelo DRACO e contou com apoio do BEPI da Polícia Militar e do setor de Inteligência da Polícia Civil.
“A operação é resultado de um trabalho técnico e contínuo. Agimos para desarticular grupos que insistem em promover violência e gerar instabilidade na região. Nosso compromisso é permanente com a segurança da sociedade”, pontuou o coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), delegado Laércio Evangelista.