Rafael confirma mudança na Secretaria de Educação; Washington Bandeira deixa Seduc

Até o dia 31, Bandeira permanece no cargo.

Nos bastidores do Palácio de Karnak, a segunda-feira (22) foi de sinais claros de rearranjo político daqueles que antecedem movimentos maiores. Em entrevista ao Jornal do Piauí, o governador Rafael Fonteles confirmou a saída de Washington Bandeira do comando da Secretaria Estadual de Educação, numa decisão que vai além da troca administrativa e se insere no xadrez da pré-temporada eleitoral de 2026.

 Rafael Fonteles e Washington Bandeira. Foto: Gabriel Paulino/GOV-PI   

 

Com a serenidade de quem administra o tempo político, Rafael fez questão de situar o anúncio dentro de um contexto mais amplo: a base aliada já conversa, avalia cenários e ensaia consensos para a formação da chapa majoritária e proporcional. Nada, segundo ele, fora do roteiro natural de quem governa e pensa o futuro. A palavra de ordem, repetida com ênfase, é diálogo entre partidos, lideranças e projetos.

Washington Bandeira deixa a Seduc com o carimbo de confiança do governador. Longe de um afastamento, a mudança vem acompanhada de uma nova missão: coordenar os seminários que vão discutir o plano de governo a ser apresentado pelos aliados à sociedade piauiense. Um papel estratégico, reservado a quem tem trânsito político e domínio técnico, como fez questão de ressaltar Rafael.

 Secretário de Educação do Piauí, Washington Bandeira. Foto: TV Lupa1   

A Secretaria de Educação, por sua vez, não ficará em compasso de espera. Assume a partir do dia 1º o atual superintendente da pasta, Rodrigo Torres, nome tratado como escolha natural para dar continuidade às ações em curso. Até o dia 31, Bandeira permanece no cargo, garantindo uma transição sem ruídos algo que o governador fez questão de frisar.

 Rodrigo Torres - Foto: Ascom   

Entre uma resposta e outra, Rafael Fonteles também soube driblar a pergunta que circula nos corredores do poder: Washington Bandeira pode ser vice? O governador preferiu o figurino clássico da prudência política. Disse que o debate sobre nomes e composições virá no tempo certo, construído coletivamente e sem atropelos.

Enquanto isso, o que se vê é um governo afinando suas peças, testando arranjos e preparando o terreno. Porque, em política, raramente uma mudança é apenas administrativa, quase sempre ela carrega recados, gestos e intenções para quem sabe ler o roteiro.