O novo secretário de Segurança Pública do Estado do Piauí, auditor fiscal Antônio Luis Soares Santos, já foi ameaçado de morte em seu local de trabalho pelo comando do Crime Organizado do Piauí em 1996, de acordo com apuração desta coluna.
Por causa do trabalho
Antônio Luis, segundo apuração da coluna, foi ameaçado por autuar uma empresa de fachada de material de construção montada na avenida João XXIII pelo coronel José Viriato Correia Lima.
Na própria secretaria
Consta que a ameaça foi feita presencialmente pelo coronel na própria Secretaria de Fazenda do Estado.
Juarez Tapety
Era secretário de Segurança na época o deputado estadual Juarez Piauiense de Freitas Tapety.
Inquérito
Consta que, na época, o secretário, acionado pelo colega da Fazenda, determinou a abertura de um inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato.
Ameaça na Tabuleta
Na época, muitas atividades da Secretaria de Fazenda do Estado se concentravam no Posto Fiscal da Tabuleta, onde funcionários também foram ameaçados pelo comando do grupo criminoso.
Caxangá
Sob o nome acima, a loja que servia de fachada funcionava na parte mais comercial da Avenida João XXIII, do lado direito de quem vem de Altos.
Colegas temeram
Na época, muitos colegas temeram pela vida de Antônio Luis, mas não deixaram de enaltecer as suas qualidades como auditor, cumprindo a sua missão.
Nos arquivos
O inquérito sobre a ameaça a Antônio Luis está nos arquivos da Secretaria de Segurança Pública, hoje comandada por ele, uma vítima da organização criminosa mais temida da história do Piauí.
Na Polícia Federal
Na época em que foi ameaçado, ainda não havia sido criada a Comissão Investigadora do Crime Organizado, que funcionou na sede da Polícia Federal e era integrada por delegados da Polícia Civil do Piauí, entre os quais Eduardo Ferreira e Menandro Pedro, que faleceram há poucos anos.
Novas declarações
Instalada a comissão, vítimas do grupo criminoso começaram a ser chamadas para apresentar suas versões, inclusive Antônio Luis.