Seis dos dez maiores partidos políticos do Brasil decidiram ficar neutros na eleição presidencial de outubro, segundo levantamento de declarações de seus principais líderes feitas até agora.
Quase metade da Câmara
Esses partidos abrigam 220 deputados federais, quase metade da composição da Câmara Federal.
Oportunismo
A posição desses partidos é vista por setores mais definidos da política brasileira como uma das mais espetaculares demonstrações de oportunismo da história democrática do Brasil.
Os partidos
União Brasil, Progressistas, Republicanos, MDB, Podemos e PSDB são os seis maiores e seus dirigentes já disseram que não vão atuar na eleição de Presidente da República.
O sétimo
Outro partido que declarou neutralidade, embora não esteja entre os maiores, foi o Cidadania.
União Brasil
O União Brasil tem a terceira maior bancada da Câmara Federal, com 52 deputados, perdendo apenas para PL e PT.
Progressistas
O Progressistas, presidido por Ciro Nogueira, fica em quarto lugar com 49 deputados federais.
Republicanos
Outro partido grande que declarou neutralidade foi o Republicanos, o partido do Presidente da Câmara, que abroga 42 deputados federais.
Até o MDB
Apoiador dos últimos governos que se instalaram no Brasil desde Fernando Henrique Cardoso, na eleição presidencial deste ano, o MDB não apoiará oficialmente um candidato.
Bancada grande
O MDB tem uma bancada de 41 deputados federais que deverá se fragmentar em apoios a cerca de três candidatos.
Flávio e Lula
Os deputados do MDB, Lula, Flávio Bolsonaro e Caiado, sendo que os dois primeiros ficarão com o bolo maior, especialmente Lula.
PSDB também
Outro partido tradicional, dono de uma bancada considerável que não oficializará apoio a qualquer um dos candidatos a presidente, será o PSDB.
Podemos entra na conta
O Podemos, partido com mais de 20 deputados federais, também ficará neutro para presidente, como anunciaram seus principais dirigentes.