Bruxismo: aprenda a identificar e tratar o constante ranger de dentes

Transtorno pode levar a fraturas, desgastes nos dentes e aumento dos quadros de dor na região facial

O ato de ranger ou apertar os dentes de forma involuntária é classificado como bruxismo. Essa condição costuma causar desgaste nos dentes, dores na mandíbula e de cabeça e falta de sono. Qualquer pessoa, seja adulto ou criança, pode sofrer com o problema. 

 Bruxismo: aprenda a identificar e tratar o constante ranger de dentes. Foto: Divulgação   

O bruxismo é uma atividade dos músculos da mastigação, podendo influenciar na qualidade de vida devido ao apertamento dental. Isso ocasiona fraturas, desgastes nos dentes e restaurações, além do aumento dos quadros de dor na região facial. Segundo a professora do curso de Odontologia da UNINASSAU Jockey e cirurgiã-dentista, Carine Borges, há dois tipos principais do transtorno e eles precisam ser tratados de acordo com suas especificidades. 

“Ele é considerado como bruxismo do sono (BS) quando a atividade rítmica dos músculos da mastigação acontece durante o sono. Já o bruxismo da vigília (BV) ocorre durante o dia. Essa condição deve ser identificada pelo paciente quando ele percebe que desenvolve, de forma inconsciente, o hábito de apertar e ranger os dentes, sentindo fadiga muscular na região da face. A presença de marcas de mordidas na língua e mucosa também tem relação com um quadro desse problema”, informou. 

As causas do bruxismo estão relacionadas ao Sistema Nervoso Central, que atua na condição de piora e melhora desse transtorno, principalmente, por conta do estresse e da ansiedade. De acordo com Carine Borges, há ainda medicamentos associados com o desenvolvimento de casos de disfunção. 

“Há estudos demonstrando que o bruxismo pode ser desenvolvido pela associação de algumas medicações. Por exemplo, os inibidores da receptação da serotonina, como fluoxetina, sertralina, dentre outros. Medicação de controle de pacientes com TDAH e autismo também têm sido associados ao aumento dos quadros”.  

A especialista ressalta que o tratamento deve envolver uma abordagem multidisciplinar, iniciando pela avaliação do cirurgião-dentista com especialização em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (DTM). Dependendo do caso, podem ser incluídos outros profissionais, como psicólogo, fonoaudiólogo e fisioterapeuta.

“Somente o profissional observa e atribui a causa da condição. O tratamento é realizado de forma multiprofissional, podendo ser iniciado com instalação de placas de bruxismo, indicação para alguma especialidade médica ou atuação do psicólogo, fonoaudiólogo e fisioterapeuta, caso necessário”, frisa.   

Não é recomendado normalizar hábitos que pioram a fadiga muscular durante o dia, o apertar dos dentes durante o sono e possíveis dores associadas a esse movimento. Esse é o primeiro passo em busca do controle do bruxismo. Além disso, praticar técnicas de relaxamento, dormir bem, evitar estresse e ansiedade também são cruciais para evitar esse problema.