O Brasil deve avançar no tratamento contra o câncer com a produção nacional e oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do medicamento pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda. A iniciativa representa um passo importante para ampliar o acesso da população a terapias modernas e de alto custo.
Entre os tipos de câncer que podem ser tratados com o medicamento estão melanoma, câncer de pulmão, câncer de mama, câncer de rim, câncer de bexiga, câncer do colo do útero, além de tumores do sistema linfático, esôfago, cabeça e pescoço.
A lista também inclui câncer colorretal (CCR), câncer de ovário, câncer endometrial, carcinoma cutâneo de células escamosas, mesotelioma pleural maligno e carcinoma do trato biliar. Em alguns casos, o uso do medicamento está relacionado a características específicas do tumor, como alta carga mutacional.
A incorporação do pembrolizumabe ao SUS pode representar um avanço significativo na oncologia pública brasileira, principalmente por democratizar o acesso a um tratamento que, até então, era restrito a pacientes da rede privada ou por via judicial, devido ao alto custo.
A expectativa é que a produção nacional contribua para reduzir despesas e garantir maior autonomia ao país na oferta de medicamentos de alta complexidade, beneficiando milhares de pacientes em tratamento contra o câncer.