A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) investiga a morte de uma criança com suspeita de leishmaniose visceral, doença popularmente conhecida como calazar, no município de Pedro II. O caso foi confirmado pelo órgão nesta terça-feira (26) e aguarda resultado de exames laboratoriais que irão determinar a causa do óbito.
Segundo a Sesapi, a criança estava internada no Hospital Infantil Lucídio Portela, em Teresina, onde recebia atendimento médico especializado. A identidade da vítima e as datas de internação e morte não foram divulgadas.
O calaza é uma doença infecciosa grave causada por parasitas transmitidos pela picada do mosquito-palha infectado. Considerada a forma mais severa da leishmaniose, a enfermidade pode comprometer órgãos como fígado, baço e medula óssea, provocando sintomas como febre prolongada, perda de peso, anemia, fraqueza e aumento abdominal.
Quando não tratado adequadamente, o calazar pode evoluir para infecções graves, hemorragias e insuficiência de órgãos, aumentando o risco de morte, principalmente entre crianças e pessoas com baixa imunidade.
Enquanto aguarda o resultado dos exames, a Sesapi acompanha o caso e reforça a importância das ações de prevenção. Entre as medidas recomendadas estão a limpeza de terrenos e quintais, a retirada de lixo e matéria orgânica acumulada e o acompanhamento da saúde dos cães, considerados os principais reservatórios da doença em áreas urbanas.
Chefe de cozinha morreu vítima da doença
Em agosto de 2025, o chef de cozinha José Micael Morais Sampaio, de 30 anos, morreu em Teresina após ser diagnosticado com calazar e tuberculose. Ele estava internado no Instituto Natan Portella e não resistiu às complicações das doenças.