Ministério da Saúde investirá R$ 9,8 bi para adaptar SUS às mudanças climáticas

Anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão).

O Ministério da Saúde (MS)  anunciou neste domingo (30), um investimento de R$ 9,8 bilhões em ações de adaptação no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a construção de novas unidades de saúde e a aquisição de equipamentos resistentes às mudanças climáticas.

 Ministério da Saúde investirá R$ 9,8 bi para adaptar SUS às mudanças climáticas. Foto: Reprodução Instagram/@abrascooficial   

As iniciativas integram o AdaptaSUS, plano apresentado na COP30 com estratégias que preparam a rede para enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O plano estabelece 27 metas e 93 ações a serem implementadas até 2035.

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão). Na ocasião, o ministro classificou a crise climática como um problema de saúde pública e destacou que, em todo mundo.

“Aproveitamos o congresso da Abrascão, para anunciar o investimento de cerca de 9,8 bilhões de reais na construção de unidades que já serão construídas com esse padrão e lançar o guia de construção de unidades resilientes enfrentamentos das mudanças climáticas que nós lançamos aqui”, declarou o ministro.

 Ministro da Saúde, Alexandre Padilha participa do 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão). Foto: Reprodução Instagram/@abrascooficial   

Ainda durante o evento, o ministério lançou o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes, que orienta sobre a construção e a adaptação de unidades básicas de saúde (UBS), unidades de pronto atendimento (UPA) e hospitais, de forma que as estruturas possam resistir a eventos climáticos.

O documento, segundo a pasta, passa a integrar projetos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Saúde), com diretrizes sobre estruturas reforçadas, autonomia de energia e água, inteligência predial e padrões de segurança.

Também foi instalado um grupo técnico responsável por detalhar as diretrizes de resiliência, formados por especialistas do próprio ministério, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Organização Panamericana da Saúde (Opas) e de conselhos de saúde.

 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão). Foto: Reprodução Instagram/@abrascooficial   

Ainda durante o congresso, o ministério apresentou a criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep). A proposta é modernizar o sistema brasileiro de avaliação ética em estudos com seres humanos.