A liquidação do Banco Master pelo Banco Central revelou um amplo conjunto de investidores que tinham recursos aplicados na instituição financeira. Entre eles estão fundos de previdência de estados e municípios, prefeituras, empresas privadas e investidores pessoa física.
Com base em reportagens publicadas em veículos de imprensa, documentos públicos e levantamentos divulgados na internet, foi possível mapear parte dos investidores institucionais que tinham exposição ao banco.
É importante destacar que não existe uma lista oficial pública completa, devido ao sigilo bancário. O levantamento abaixo reúne apenas casos citados em notícias e relatórios divulgados publicamente.
Governos estaduais e instituições estaduais expostas
Rio de Janeiro
- Instituição: Rioprevidência – Fundo Único de Previdência Social
Valor aproximado: R$ 970 milhões - O Rioprevidência aparece como o maior investidor institucional público identificado em reportagens sobre o caso.
Amapá
- Instituição: Amprev – Amapá Previdência
Valor aproximado: R$ 400 milhões
Amazonas
- Instituição: Amazonprev – Previdência estadual
Valor aproximado divulgado: R$ 50 milhões
Roraima
- Instituição: Instituto de previdência estadual
Valor divulgado: não informado em reportagens - Prefeituras e fundos previdenciários municipais expostos
- Diversos regimes próprios de previdência municipal (RPPS) também aparecem em reportagens como investidores em títulos emitidos pelo Banco Master.
Alagoas
- Maceió – Instituto de Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 97 milhões
São Paulo
- São Roque – São Roque Prev
Valor aproximado: R$ 93,15 milhões - Cajamar – Instituto de Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 87 milhões - Araras – Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 29 milhões - Santo Antônio de Posse – Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 7 milhões - Santa Rita d’Oeste – Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 2 milhões
Rio de Janeiro
- Itaguaí – Itaguaí Prev
Valor aproximado: R$ 59,6 milhões
Goiás
- Aparecida de Goiânia – AparecidaPrev
Valor aproximado: R$ 40 milhões
Minas Gerais
- Congonhas – Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 14 milhões
Mato Grosso do Sul
- Fátima do Sul – Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 7 milhões - São Gabriel do Oeste – Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 3 milhões - Jateí – Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 2,5 milhões - Angélica – Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 2 milhões - Campo Grande – Instituto municipal de previdência
Valor aproximado: R$ 1,2 milhão
Paraná
- Imbituva – Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 4 milhões
Pernambuco
- Paulista – Previdência Municipal
Valor aproximado: R$ 3 milhões - Empresas e instituições privadas citadas em reportagens
- Além de órgãos públicos, algumas empresas privadas também tiveram exposição financeira ao banco.
Oncoclínicas
Setor: saúde
- Valor aplicado aproximado: R$ 433 milhões em CDBs
Exposição líquida divulgada após provisões: cerca de R$ 216 milhões - EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia
Setor: energia
- Exposição divulgada: cerca de 5,9% dos ativos aplicados em CDBs ligados ao grupo Master
- CEDAE – Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro
Setor: saneamento
- Valor exato não divulgado nas reportagens, mas a empresa foi citada entre instituições expostas a títulos do banco.
Fundos de investimento ligados ao mercado
- Alguns fundos de investimento também apareceram em reportagens com exposição a operações relacionadas ao banco ou a empresas conectadas a ele.
Entre os citados:
Fundos ligados ao grupo Tessália
Fundos ligados ao grupo Quíron
Esses fundos chegaram a ter cerca de R$ 203 milhões em participações acionárias relacionadas a empresas com exposição ao Banco Master.
Dimensão do caso
Segundo levantamentos divulgados na imprensa econômica:
cerca de 18 fundos públicos de estados e municípios investiram recursos no banco
o valor total aplicado por esses fundos chegou a aproximadamente R$ 1,8 bilhão
o banco tinha cerca de 1,6 milhão de investidores
Grande parte dos investimentos institucionais foi realizada por meio de letras financeiras, um tipo de título bancário que não possui garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Metodologia do levantamento
Este levantamento foi produzido a partir da compilação de informações publicadas em veículos de imprensa, reportagens econômicas, documentos públicos e declarações institucionais divulgadas na internet.
Devido ao sigilo bancário e à ausência de uma lista oficial pública de credores, a relação apresentada não representa a totalidade dos investidores expostos, mas sim os casos que foram mencionados publicamente em reportagens e investigações jornalísticas.