Spaten Fight Night: marketing de campeão ou nocaute contra a marca?

O que prometia ser uma noite de celebração do esporte e da cultura de combate terminou em confusão...

No último sábado (27), São Paulo recebeu a segunda edição do Spaten Fight Night, evento que colocou frente a frente duas lendas brasileiras: Wanderlei Silva e Acelino “Popó” Freitas. O que prometia ser uma noite de celebração do esporte e da cultura de combate terminou em confusão, com briga generalizada após a desclassificação de Wanderlei e cenas que rodaram a internet. A pergunta que fica é: foi bom ou ruim para a Spaten, cervejaria que dá nome ao show?

O lado positivo: alcance e visibilidade

Se existe uma máxima no marketing é: ninguém comenta o que não conhece. E nesse quesito, o Spaten Fight Night foi um sucesso.

Do ponto de vista de top of mind (marcas lembradas na cabeça do consumidor), a cervejaria conseguiu o que queria: exposição em massa.

O lado negativo: qualidade da exposição

Mas aqui entra outra máxima do marketing: não basta aparecer, é preciso aparecer bem.

Ou seja, a visibilidade veio acompanhada de um “risco reputacional”: para parte do público, a lembrança associada à marca não foi a da cerveja gelada, mas da pancadaria fora de hora.

A visão de marketing: saldo de risco calculado

Na teoria do marketing, existe o chamado “Efeito Polêmico”: quando uma ação gera barulho, engajamento e lembrança, mesmo que nem sempre positivos. Muitas marcas já usaram disso para se diferenciar em mercados saturados.

No caso do Spaten Fight Night:

No fim das contas, a Spaten ganha em visibilidade e “talkability” (ser comentada), mas corre o risco de ser lembrada pela confusão — e não pela festa.

Então: bom ou ruim?

Depende do ponto de vista:

No curto prazo, a cervejaria ganhou espaço. Mas no longo prazo, terá que investir em narrativas positivas — novas campanhas, ativações divertidas e experiências memoráveis — para que o público não associe sua marca apenas ao dia em que uma luta de boxe virou briga de rua.

Em resumo: o Spaten Fight Night mostrou que marketing de impacto é também marketing de risco. A cervejaria ganhou exposição, mas agora precisa provar que sabe transformar barulho em reputação sólida.

Veja vídeo da confusão:

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