Por Isadora Santos
05 de dezembro de 2025 às 12:55 ▪ Atualizado há 2 meses
O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para fevereiro o julgamento sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos a tiros de metralhadora em março de 2018, na região central do Rio de Janeiro. As datas foram marcadas nesta sexta-feira (05), após o processo ser liberado pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.
Ex-vereadora do Rio de Janiero pelo PSOL, Marielle Franco. Foto: Divulgação Foram reservadas três sessões para a análise do caso. A primeira ocorrerá às 9h do dia 24. No mesmo dia, das 14h às 18h, a Primeira Turma volta a se reunir para tratar do processo. Se necessário, haverá uma sessão extraordinária no dia 25, às 9h. O julgamento ficou para o próximo ano devido ao recesso do STF, que vai de 19 de dezembro a 1º de fevereiro.
Respondem ao processo o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente.
Irmãos Chiquinho e Domingos Brazão em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados A Polícia Federal concluiu que o crime está ligado ao posicionamento de Marielle contrário aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, com influência em áreas controladas por milícias. Durante a investigação, os acusados negaram envolvimento.
Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos na noite de 14 de março de 2018, quando criminosos emparelharam o carro da vereadora e efetuaram disparos. Marielle foi atingida por pelo menos quatro tiros na cabeça. Uma assessora que também estava no veículo sofreu ferimentos leves. A perícia encontrou nove cápsulas no local.
No acordo de delação premiada, o ex-policial Ronnie Lessa afirmou ser o autor dos disparos e apontou os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa como mandantes. Lessa e Élcio de Queiroz, que dirigia o carro usado no crime, já foram condenados a 78 e 59 anos de prisão, respectivamente.
Nos dias e semanas seguintes após o crime, uma série de manifestações e atos públicos, muitos deles sob os lemas "Marielle Presente" e "Marielle Vive", foram organizados em diversas cidades do Brasil e do mundo para exigir justiça e denunciar a violência política.
Ato "Marielle Vive" realizado em 18 de março em São Paulo. Foto: Foto: Kauê Scarim/Reprodução Instagram
O ato de 18 de março em São Paulo foi um dos vários eventos que marcaram o período de luto e luta, atraindo milhares de pessoas com bandeiras e cartazes de indignação.
Durante o último show da turnê 'Witness tour' no Brasil, realizado no Rio de Janeiro no dia 18 de março de 2018, a cantora Katy Perry homenageou Marielle exibindo uma foto da ex-vereadora em um telão. A artista americana também recebeu a irmã e a filha da Marielle no palco e após abraçá-las, Katy ficou entre as duas e pediu um momento de silêncio para homenagear a parlamentar.
Katy Perry homenageia Marielle Franco em seu show no Rio. Foto: Reprodução/Redes Sociais De segunda a sexta, um resumo dos fatos que importam, direto no seu e-mail e de forma gratuita.
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