Brasil

Ex-diretor da PRF Silvinei Vasques foge para o Paraguai e é preso

Prisão ocorre dez dias após Vasques ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 24 anos de prisão por vários crimes, entre eles tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.

Por Isabella Monteiro

26 de dezembro de 2025 às 15:05 ▪ Atualizado há 2 meses


O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, foi preso na madrugada desta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. 

 Ex-diretor da PRF Silvinei Vasques foge para o Paraguai e é preso - Foto: ReproduçãoEx-diretor da PRF Silvinei Vasques foge para o Paraguai e é preso - Foto: Reprodução   

A prisão ocorre dez dias após Vasques ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e seis meses de prisão pelos crimes de tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Apesar da condenação, o início do cumprimento da pena em regime fechado ainda não havia ocorrido, já que os prazos para apresentação de recursos (embargos) não tinham sido esgotados.

Mesmo assim, Vasques estava proibido de deixar o Brasil e utilizava tornozeleira eletrônica, que foi rompida, segundo as investigações. A quebra da medida judicial reforçou a suspeita de tentativa de evasão, o que motivou a atuação das autoridades brasileiras em cooperação com órgãos paraguaios.

Ainda nesta sexta-feira, está prevista uma audiência no Paraguai que irá decidir se o ex-diretor da PRF será deportado para o Brasil. Até lá, ele permanece sob custódia das autoridades locais.

Silvinei Vasques havia assumido recentemente o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Informação no município de São José, em Santa Catarina, mas pediu exoneração após a decisão do STF que o condenou. De acordo com o Supremo, ele teve papel central na determinação de operações da PRF que dificultaram o deslocamento de eleitores em regiões de forte base eleitoral do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente no Nordeste, durante o segundo turno das eleições de 2022.

O caso integra um conjunto de investigações que apuram a atuação de agentes públicos em uma tentativa coordenada de interferência no processo democrático brasileiro, considerada pelo STF como um dos episódios mais graves da história recente do país.




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