Brasil

Lula descarta privatização dos Correios e anuncia reestruturação da estatal

Declarações foram feitas durante um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, seguido de coletiva de imprensa.

Por Isadora Santos

18 de dezembro de 2025 às 19:30 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • O presidente Lula declarou que o governo está discutindo uma reestruturação para os Correios, descartando a privatização.
  • A ideia é tornar a empresa sustentável e produtiva, explorando parcerias ou transformando-a em uma empresa de economia mista.
  • As declarações foram feitas durante um café da manhã com jornalistas e uma coletiva de imprensa.
  • A troca de comando dos Correios ocorreu recentemente, com Emmanoel Rondon atribuindo prejuízos ao aumento da concorrência e à inclusão da empresa em listas de privatização anteriores.
  • O plano de reestruturação envolve a negociação de um empréstimo de R$ 20 bilhões e possíveis apoios do governo.
  • O Tesouro Nacional poderá ajudar financeiramente, mas com recursos inferiores aos R$ 6 bilhões inicialmente estimados.
  • Um novo mecanismo foi criado para que estatais possam reorganizar suas contas sem serem categorizadas como dependentes do Tesouro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em coletiva à imprensa, nesta quinta-feira (18), que o governo discute um plano de reestruturação para os Correios, que enfrentam dificuldades financeiras. Ele descartou a privatização da estatal e disse que o objetivo é recuperar a empresa para que volte a operar de forma sustentável e produtiva.

 Correios. Foto: Joédson Alves/Agência BrasilCorreios. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil   

“Enquanto eu for presidente, não tem privatização”, declarou. Segundo Lula, o governo estuda alternativas como parcerias com empresas nacionais e estrangeiras e até a possibilidade de transformar os Correios em uma empresa de economia mista. “Pode existir parceria, pode transformar a empresa em economia mista, mas privatização não vai ter”, reforçou.

 Presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilPresidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil   

As declarações foram feitas durante um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, seguido de coletiva de imprensa. Lula esteve acompanhado dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima).

Em setembro, o governo trocou o comando da estatal. O atual presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, atribuiu parte do prejuízo financeiro ao aumento da concorrência no comércio eletrônico. Já a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou recentemente que a situação foi agravada pela inclusão da empresa, em governos anteriores, na lista de possíveis privatizações, o que teria inibido investimentos.

Reestruturação 

Pouco após assumir, Rondon apresentou a primeira etapa do plano de reestruturação financeira e operacional da empresa, com medidas voltadas à modernização e à sustentabilidade. Entre as ações, os Correios negociam com bancos um empréstimo de cerca de R$ 20 bilhões.

A estatal também negocia com o governo federal o aval para a operação e eventual apoio do Tesouro Nacional. Segundo o Ministério da Fazenda, os recursos públicos, se liberados, devem ficar abaixo dos R$ 6 bilhões inicialmente estimados. Qualquer ajuda financeira, no entanto, estará condicionada ao avanço do plano de reestruturação.

Em meio à crise, o governo federal criou um mecanismo para permitir que estatais não dependentes do Tesouro  (com receitas próprias), mas em dificuldade financeira, possam reorganizar suas contas sem serem automaticamente classificadas como dependentes. Na semana passada, um decreto alterou as regras que tratam da transição entre empresas estatais dependentes e não dependentes.

Fonte: Agência Brasil




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