Brasil

Operação desarticula grupo criminoso que traficava drogas e armas em PE e no Piauí

Conforme o Ministério Público, o grupo também recebia informações sigilosas por meio de vazamentos feitos de dentro da própria polícia.

Por Fábio Wellington

04 de dezembro de 2025 às 18:33 ▪ Atualizado há 2 meses


Uma operação conduzida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) desarticulou, nesta quinta-feira (4), uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e no comércio ilegal de armas em Pernambuco e no Piauí. O grupo também recebia informações sigilosas por meio de vazamentos feitos de dentro da própria polícia.

 Operação desarticula grupo criminoso que traficava drogas e armas em PE e no Piauí - Foto: InstagramOperação desarticula grupo criminoso que traficava drogas e armas em PE e no Piauí - Foto: Instagram   

Ao todo, foram cumpridos 23 mandados judiciais, 11 de prisão temporária e 12 de busca e apreensão, nas cidades de Caruaru e Bezerros, em Pernambuco, e em Teresina, no Piauí. Segundo o promotor de Justiça Eduardo Aquino, dois policiais militares estão entre os investigados.

Um deles teria repassado dados sigilosos que alertavam chefes do tráfico sobre ações policiais, enquanto o outro é suspeito de fornecer armamentos ao grupo. Os nomes dos agentes não foram divulgados. 

A ação, batizada de Operação Eneida, foi executada pelo Gaeco do MP-PE, com apoio do Ministério Público do Piauí, além das polícias Civil, Militar e Penal, da Polícia Judiciária Militar e da Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco.

De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa funcionava como distribuidora de grande escala, responsável pelo armazenamento de entorpecentes e pela logística de abastecimento de pontos de venda. O esquema também envolvia compra, venda e manutenção de armas e munições.

Os investigados podem responder por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio e porte ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.




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