No Centro do Poder

Coluna dedicada à análise dos principais fatos da política local, estadual e nacional com a repórter Alessandra Fonseca, da TV Lupa1!
No Centro do Poder

Cálculo de Hegemonia

A matemática das urnas é exata, mas a política também é a "arte" de não deixar aliados sem espaço.

Por Alessandra Fonseca

12 de janeiro de 2026 às 20:35 ▪ Atualizado há 2 meses


A meta, há quem diga "ambiciosa", de PT e PSD, que miram juntos 8 das 10 cadeiras do Piauí na Câmara Federal, não repercute apenas na oposição; o efeito interno na base governista é imediato. O principal atingido por esse "conflito de planilhas" é o MDB.

 Deputados na sessão do Plenário. Foto: Bruno Spada/Câmara dos DeputadosDeputados na sessão do Plenário. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados 

Se a projeção da dupla se concretizar, restariam apenas duas vagas para todo o restante do arco de alianças e para a oposição. Para o MDB, que historicamente mantém representatividade em Brasília e possui nomes de peso no estado, o cenário desenhado por petistas e pessedistas pode soar como um isolamento.

O MDB aceitará passivamente esse avanço territorial? Enquanto o PT aposta no 5 a 3 e o PSD briga pelo 4 a 4, o MDB observa o tabuleiro ciente de que, para manter sua relevância federal, precisará romper essa polarização interna e garantir que a conta das "oito vagas" seja revista. A matemática das urnas é exata, mas a política também é a "arte" de não deixar aliados sem espaço.



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