09 de março de 2026 às 21:56 ▪ Atualizado há 2 meses
O Republicanos começou a incomodar parte da base governista no Piauí que é a terceira chapa proporcional surgindo no radar da eleição de 2026. O avanço do Republicanos no jogo mudou o cálculo.
“Prego batido e ponta virada!”, com direito a foto nas redes nesta segunda-feira - Foto: Instagram
Até pouco tempo, o desenho considerado mais confortável para os aliados do governador Rafael Fonteles passava por duas frentes principais na disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados: a estrutura do Movimento Democrático Brasileiro e a do Partido dos Trabalhadores.
Quem deixou claro o desconforto foi o senador Marcelo Castro , em entrevista nesta segunda-feira (09) à imprensa, ao comentar sobre a possibilidade de uma nova chapa dentro da base, o emedebista foi direto ao ponto.
“Mais chapas significam maior dispersão de votos e, no fim das contas, menos cadeiras.”, afirmou.
A experiência eleitoral, segundo ele, já mostrou que concentrar forças costuma produzir resultados melhores.
Senador Marcelo Castro (MDB). Foto: TV Lupa1
O problema é que política raramente obedece o previsível.
Nos últimos dias, o Republicanos resolveu acelerar a construção de sua própria chapa estadual. A decisão foi reafirmada em reunião entre o deputado federal Jadyel Alencar, a presidente estadual do partido Alessya Xavier e o deputado estadual Gessivaldo Isaías, com direito a foto nas redes sociais no final da tarde desta segunda-feira (09).
No fim, decidiu ficar.
A permanência de Gessivaldo no Republicanos, inclusive, não era um cenário totalmente consolidado. O parlamentar chegou a avaliar seriamente a possibilidade de trocar de partido. Publicmente, em entrevistas, ele chegou a admitir que a chance de migrar para o Prograssistas era muito maior do que permanecer onde estava. O MDB também apareceu como alternativa, ainda que de forma bem menos provável. A permanência fortaleceu o discurso interno do Republicanos de que a legenda tem base suficiente para disputar espaço próprio na eleição proporcional.
Foi nesse momento que surgiu outro elemento, o vereador Eduardo Draga Alana. Depois de ter o nome recusado mais de uma vez pelo MDB como opção para disputar vaga de deputado estadual, Draga Alana encontrou no Republicanos uma porta aberta para viabilizar sua candidatura. O movimento, porém, teve efeito imediato político. O MDB se reuniu e passou a aceitar a filiação do vereador.
Vereador Draga Alana - Foto: Lupa1
A mudança de posição provocou uma reação pública da presidente republicana. Alessya Xavier questionou o que teria mudado para que um nome antes rejeitado passasse, de repente, a ser considerado importante para a chapa emedebista. O partido MDB, por sua vez, insiste que não há ruptura na base. A construção da chapa, segundo dirigentes da sigla, sempre foi discutida em diálogo com o governador Rafael Fonteles.
Definitivamente, a disputa não é sobre fidelidade política. É sobre espaço eleitoral.
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