01 de dezembro de 2025 às 09:23 ▪ Atualizado há 2 meses
Uma auditoria realizada pela Prefeitura de Oeiras identificou um rombo de R$ 192.046.895,87 deixado pela gestão anterior, comandada pelo ex-prefeito José Raimundo de Sá Lopes. O levantamento motivou o envio do relatório aos órgãos de fiscalização, entre eles Ministério Público do Estado, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Contas da União, Polícia Federal e Justiça Federal, para apuração de responsabilidades.
Zé Raimundo, ex-prefeito de Oeiras-PI Do total identificado, quase R$ 100 milhões referem-se a débitos previdenciários acumulados junto à Receita Federal. A auditoria também apontou mais de R$ 46 milhões inscritos na dívida ativa da União, o que levou o município a ser incluído no Cadin, restringindo o recebimento de recursos e provocando bloqueios. Outros R$ 15,5 milhões estão ligados a precatórios e R$ 3 milhões correspondem a restos a pagar não quitados pela gestão passada.
O relatório ainda registra retenção indevida de R$ 10.670.594,57 em depósitos e consignações que deveriam ter sido repassados, além de um empréstimo de R$ 16.948.356,34 contratado pela antiga administração e que recai sobre as gestões seguintes. A equipe de transição relatou dificuldade para reunir dados, citando apagamento de informações, falta de relatórios e negativa de entrega de documentos solicitados.
Os problemas também afetaram diretamente o caixa municipal. Nos primeiros meses de 2025, o município de Oeiras teve o Fundo de Participação dos Municípios bloqueado por dois meses devido à falta de pagamento de contribuições ao INSS entre novembro de 2024 e janeiro de 2025. A liberação ocorreu somente após decisão da Justiça Federal, segundo a atual administração.
Prédios públicos e veículos encontrados em estado de abandono Além do rombo financeiro, a auditoria constatou deterioração do patrimônio público. Ambulâncias estavam em condições precárias, com portas improvisadas; ônibus escolares sem pneus, baterias ou para-brisas; máquinas pesadas desmontadas; e equipamentos de informática inutilizados. Contas essenciais, como energia, também estavam em atraso. O levantamento identificou, ainda, indícios de manipulação de lançamentos do IPTU que podem ter favorecido determinados contribuintes.
A situação deixada pelo ex-prefeito Zé Raimundo é alvo de diversas denúncias junto aos órgãos de controle, bem como de ações na justiça, conforme já noticiado pelo lupa1nos últimos meses.
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