Por Isadora Santos
11 de março de 2026 às 10:52 ▪ Atualizado há 2 meses
Dar ossos para cães é um hábito comum entre tutores, mas exige cuidados para evitar riscos à saúde dos animais. Embora o ato de roer faça parte do instinto natural dos cães, especialistas alertam que a oferta desse tipo de alimento, seja natural ou artificial, deve seguir orientações específicas para prevenir acidentes como perfurações, obstruções e contaminações.
Dar osso para cachorro: pode ou é proibido?. Foto: Divulgação/Ascom Uninassau De acordo com a médica veterinária Bruna Lopes, responsável técnica da Clínica-Escola de Medicina Veterinária da UNINASSAU Jockey, a prática pode ser segura desde que alguns procedimentos sejam adotados, especialmente no preparo e no tamanho do osso oferecido ao animal para evitar acidentes, como perfurações, obstruções e contaminação.
“O processo de descongelamento precisa ser feito de forma adequada, ocorrendo dentro da geladeira para evitar a proliferação de bactérias. Ele congelado pode causar a quebra de algum dente do cachorro. Também é importante levar em consideração o tamanho do osso e do animal. Ele deve ser grande o suficiente para o pet não conseguir o engolir inteiro e ocasionar uma obstrução ou asfixia”.
Além desse cuidado, o animal deve ficar sob supervisão constante enquanto está com o osso. Dessa forma, é possível intervir caso ele quebre um pedaço grande ou pontiagudo. É ainda preciso limitar o período do cão com o objeto para evitar desgaste excessivo dos dentes ou irritação gengival. Também é importante descartar o osso quando ele ficar pequeno o suficiente, evitando que o pet consiga engolir.
Bruna Lopes também alerta que o tipo de osso oferecido ao animal pode representar riscos à saúde do pet. Segundo a especialista, ossos cozidos não devem ser oferecidos aos cães, pois se tornam mais perigosos durante a mastigação.
“O cozimento altera a estrutura, tornando-o rígido e quebradiço. Ao ser mastigado, se parte em lascas afiadas que podem perfurar a boca, o esôfago, o estômago ou o intestino do cachorro. Fragmentos também podem ficar presos no trato gastrointestinal, causando obstruções graves que, frequentemente, exigem cirurgia para a remoção. Caso o animal tenha ingerido acidentalmente, é importante ficar atento aos sintomas, como vômitos, dor abdominal, falta de apetite ou sangue nas fezes, e buscar o médico veterinário”, explica.
Para não correr riscos, a responsável técnica da Clínica-Escola de Medicina Veterinária da UNINASSAU Jockey, cita outras formas mais seguras capazes de entreter o cão e ajudar na limpeza dos dentes.
"Prefira opções naturais e seguras. Os mordedores de madeira de cafeeiro não soltam farpas e ajudam na higiene dental. Também há os cascos e chifres bovinos, que são queratina pura e mais resistentes e digeríveis que o couro processado; e os petiscos desidratados, como orelhas de boi ou porco e tendões desidratados. Esses são 100% naturais e seguros”.
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