Por Jeferson Martins
04 de março de 2026 às 14:54 ▪ Atualizado há 2 meses
Um achado arqueológico de grande relevância foi anunciado recentemente no México: um esqueleto humano com cerca de 8 mil anos foi encontrado em uma caverna submersa na região da Riviera Maya, entre Tulum e Playa del Carmen. O local faz parte do sistema Sac Actun, um dos maiores complexos de cavernas e rios subterrâneos do mundo, que ficou inundado após o fim da última era glacial.
Esqueleto pré-histórico encontrado em caverna submersa no México - Foto: Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) A descoberta foi feita por arqueólogos subaquáticos do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), que destacaram o potencial científico do material para compreender os primeiros habitantes da América.
Os restos mortais estavam a aproximadamente oito metros de profundidade, em uma câmara interior da caverna. O arqueólogo Octavio del Río, responsável pelo registro fotográfico, ressaltou que o esqueleto se encontra em bom estado de conservação, o que pode permitir análises detalhadas sobre práticas funerárias e modos de vida dos povos pré-históricos da região. A localização, de difícil acesso, reforça a hipótese de que o local poderia ter sido usado para rituais ou como espaço sagrado.
A importância da descoberta vai além do valor arqueológico: ela contribui para ampliar o entendimento sobre as migrações humanas que ocorreram há milhares de anos. Estudos anteriores já haviam identificado esqueletos como o de Naia e Chan Hol, também encontrados em cavernas submersas da Península de Yucatán, que ajudaram a traçar vínculos genéticos entre os primeiros povos da América e populações atuais.
Esse novo achado fortalece o conjunto de evidências sobre a ocupação antiga da região.
Para os especialistas, cada esqueleto encontrado nessas cavernas é uma peça-chave na reconstrução da história da humanidade no continente. Além de revelar aspectos culturais e sociais, os restos mortais podem fornecer dados sobre saúde, dieta e adaptação ao ambiente.
O INAH planeja aprofundar os estudos com análises de DNA e técnicas avançadas de arqueologia subaquática, abrindo novas perspectivas para compreender como viviam os povos que habitaram o México milhares de anos antes da chegada dos colonizadores.
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