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Atriz francesa Brigitte Bardot morre aos 91 anos

Nos últimos meses, Bardot havia sido internada em duas ocasiões, em outubro e novembro, em Toulon, no sul da França, para a realização de procedimentos médicos.

Por Alessandra Fonseca

28 de dezembro de 2025 às 13:30 ▪ Atualizado há 2 meses


A atriz francesa Brigitte Bardot morreu neste domingo (28), aos 91 anos. A informação foi confirmada pela fundação criada por ela e dedicada à proteção animal. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.

 Atriz francesa Brigitte Bardot morre aos 91 anos - ReproduçãoAtriz francesa Brigitte Bardot morre aos 91 anos - Reprodução   

Nos últimos meses, Bardot havia sido internada em duas ocasiões, em outubro e novembro, em Toulon, no sul da França, para a realização de procedimentos médicos. À época, a artista tranquilizou seus admiradores ao afirmar que se recuperava bem.

Ícone do cinema mundial nas décadas de 1950 e 1960, Brigitte Bardot construiu uma carreira marcada por personagens de espírito livre e forte apelo sensual. Ela alcançou projeção internacional com filmes como “…E Deus Criou a Mulher” (1956) e “O Desprezo” (1963). Paralelamente ao cinema, também se destacou como cantora, lançando discos de sucesso no mesmo período.

No início dos anos 1970, Bardot decidiu abandonar definitivamente a atuação. Passou a viver em Saint-Tropez, na Riviera Francesa, e concentrou sua vida na militância em defesa dos animais, causa à qual se dedicou por meio da Fundação Brigitte Bardot.

Uma carreira que marcou época

Conhecida na França pelas iniciais BB, Bardot tornou-se um símbolo de ruptura de costumes ao desafiar padrões morais e estéticos do pós-guerra. Sua imagem provocativa e sua liberdade sexual escandalizaram setores conservadores, ao mesmo tempo em que a transformaram em fenômeno de bilheteria, inclusive nos Estados Unidos, ajudando a popularizar o cinema europeu entre o público americano.

Ao longo da vida, Bardot dividiu opiniões como uma das primeiras celebridades de perfil moderno. Em uma época anterior ao feminismo contemporâneo, viveu relacionamentos intensos sem pedir desculpas por suas escolhas pessoais, comportamento que ajudou a consolidar sua aura de independência.

Apesar de minimizar suas próprias qualidades como atriz e receber avaliações críticas irregulares, Bardot manteve-se como presença carismática em mais de 40 produções ao longo de quase duas décadas. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Viva Maria!” (1965), além de sucessos do cinema francês e internacional. Na música, tornou-se uma das vozes populares da França nos anos 1960.

Seu estilo também exerceu influência duradoura na cultura pop. Os cabelos loiros platinados, o visual despojado e a preferência por roupas justas e informais tornaram-se referência para gerações de artistas e modelos, inspirando nomes como Jane Fonda, Julie Christie, Kate Moss e Claudia Schiffer.

No cinema, Bardot transitou entre comédias leves e produções com forte carga erótica, como “Une Parisienne” (1957) e “Babette Vai à Guerra” (1959), além de papéis dramáticos, a exemplo de “La Vérité” (1960), no qual recebeu reconhecimento por interpretar uma jovem envolvida em um trágico julgamento.

Aos 39 anos, em 1973, ela se despediu das telas e passou a usar sua notoriedade para chamar atenção às causas animalistas. Em 1987, durante um leilão beneficente, resumiu sua mudança de trajetória ao afirmar que havia dedicado sua juventude ao público e, a partir de então, entregaria sua experiência aos animais.

A vida pessoal de Bardot também foi marcada por episódios difíceis. Em 1960, no auge da fama, tentou suicídio no dia em que completava 26 anos, episódio que ganhou repercussão mundial. Anos depois, voltou a explorar temas autobiográficos ao interpretar uma estrela emocionalmente fragilizada em “Vida Privada” (1962).

Brigitte Bardot deixa um legado que ultrapassa o cinema, consolidando-se como um dos maiores símbolos culturais do século XX e uma das vozes mais influentes na defesa dos animais.

Com informações da Reuters e de Lee Smith, da CNN.




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