Por Maria Keketa
20 de abril de 2026 às 11:08 ▪ Atualizado há 1 mês
O lançamento do novo videoclipe da cantora Anitta, intitulado “Desgraça”, provocou ampla repercussão nas redes sociais nos últimos dias. A produção, que integra o álbum “Equilibrium”, marca uma nova fase artística da cantora, com forte presença de elementos religiosos e simbólicos. Enquanto parte do público elogia a proposta estética e conceitual, outra parcela critica o conteúdo, apontando estranhamento e controvérsias em cenas específicas.
reprodução: redes sociais O clipe foi concebido como o primeiro de uma série de quatro atos que exploram uma narrativa de autoconhecimento e espiritualidade. Na produção, Anitta incorpora a figura da Pombagira, entidade associada a religiões de matriz africana, como o candomblé, e conduz uma história marcada por simbolismos, rituais e referências à cultura brasileira.
Visualmente, o vídeo apresenta ambientação noturna, com cenas que incluem velas, danças ritualísticas e a presença de personagens que remetem a entidades espirituais. Em um dos momentos mais comentados, a cantora aparece fumando, cercada por elementos que reforçam a estética religiosa do clipe. A cena viralizou e gerou questionamentos entre fãs, especialmente por fugir do comportamento público habitual da artista.
reprodução: redes sociais Diante da repercussão, Anitta explicou que o ato tem caráter simbólico e faz parte da construção da personagem. Segundo ela, a escolha está ligada à representação da Pombagira, entidade que, dentro dessa tradição, pode estar associada ao uso do cigarro em rituais.
A decisão de investir em um audiovisual com forte carga espiritual está alinhada à proposta do novo álbum, que aborda temas como fé, ancestralidade e identidade cultural. A própria cantora já declarou que o projeto representa uma busca por equilíbrio e conexão com suas raízes, utilizando referências diretas ao candomblé e à cultura afro-brasileira.
reprodução: redes sociaiApesar da intenção artística, o clipe dividiu opiniões. Entre as críticas, estão o desconforto de parte do público com o uso de símbolos religiosos em um contexto pop e a interpretação de que algumas cenas podem ser polêmicas ou incompreendidas fora do contexto cultural. Por outro lado, admiradores destacam a ousadia estética, a valorização da cultura brasileira e o aprofundamento conceitual da obra.
A repercussão evidencia o impacto da nova fase de Anitta, que aposta em narrativas mais densas e simbólicas, ampliando o debate sobre arte, religião e representatividade no cenário musical contemporâneo.
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