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Cohousing ganha espaço no Brasil como alternativa de moradia colaborativa

Modelo de moradia coletiva que já é consolidado na Europa e nos Estados Unidos e começa, aos poucos, a despertar o interesse dos brasileiros.

Por Alessandra Fonseca

01 de janeiro de 2026 às 06:49 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • O cohousing é um modelo de moradia coletiva que une residências individuais a áreas de convivência compartilhadas.
  • É um conceito baseado na interação comunitária, idealizado pelo arquiteto Charles Durrett, inspirado em experiências dinamarquesas.
  • O modelo vem ganhando popularidade no Brasil, especialmente entre a população idosa, buscando autonomia e segurança.
  • Um exemplo de cohousing no Brasil é um projeto em área rural no estilo de residências com infraestrutura comum gerida pelos próprios moradores.
  • Os moradores adquirem cotas patrimoniais, com valores entre R$ 700 mil e R$ 900 mil, que garantem o uso das propriedades e das áreas comuns.
  • As decisões no cohousing seguem o modelo da sociocracia, promovendo diálogo e consentimento.
  • Este modelo responde a uma demanda por qualidade de vida e laços comunitários fortes.

Viver perto de amigos, compartilhar áreas comuns e, ao mesmo tempo, manter a própria casa. Esse é o princípio do cohousing, modelo de moradia coletiva que já é consolidado na Europa e nos Estados Unidos e começa, aos poucos, a despertar o interesse dos brasileiros.

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A proposta combina residências individuais com espaços de convivência compartilhados, como cozinhas, salas, áreas de lazer e jardins, pensados para estimular a interação entre vizinhos e fortalecer laços comunitários. O conceito foi sistematizado pelo arquiteto norte-americano Charles “Chuck” Durrett, na década de 1980, após estudos na Dinamarca, país referência nesse tipo de organização habitacional.

No Brasil, o modelo ganha força em meio ao acelerado envelhecimento da população. Hoje, cerca de 33 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais, enquanto a taxa de fecundidade segue em queda. Embora seja multigeracional, o cohousing tornou-se especialmente atrativo para pessoas da terceira idade que buscam autonomia, segurança e convivência ativa.

O projeto ocupa uma área rural cercada pela Mata Atlântica e prevê a construção de 18 casas, além de uma ampla casa comum com piscina, espaços de convivência, área de bem-estar e lazer. A iniciativa é administrada por uma associação formada pelos próprios moradores, criada em 2021.

Diferentemente de um condomínio tradicional, os participantes adquirem cotas patrimoniais, que garantem o direito de uso das residências e das áreas comuns. Os valores variam entre R$ 700 mil e R$ 900 mil. As decisões coletivas seguem o modelo da sociocracia, no qual todos os moradores participam dos processos, com base no diálogo e no consentimento.

Mais do que um novo formato imobiliário, o cohousing se apresenta como uma resposta contemporânea ao desejo por qualidade de vida, pertencimento e relações mais próximas, uma tendência que começa a encontrar terreno fértil no país.




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