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Ex-PM vai a júri popular seis anos após matar técnico em radiologia de Teresina

A vítima foi morta em dezembro de 2019 após ser baleado dentro de um bar na zona Norte da capital.

Por Fábio Wellington

06 de dezembro de 2025 às 16:53 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • Max Kellysson Marques Marreiros, ex-policial militar, será julgado pelo assassinato de Rudson Vieira Batista da Silva, ocorrido em dezembro de 2019.
  • O crime ocorreu em um bar na zona Norte de Teresina após um desentendimento.
  • Max Kellysson teria deixado o bar e retornado armado, disparando contra Rudson pelas costas.
  • Rudson foi internado, mas não resistiu aos ferimentos após cinco dias.
  • Em 2022, Max foi condenado a 11 anos por tentativa de homicídio a uma vizinha da sua então namorada.
  • O caso anterior envolveu invasão de domicílio e agressão grave.

O ex-policial militar Max Kellysson Marques Marreiros será julgado na próxima quarta-feira (10), às 8h, no Tribunal Popular do Júri de Teresina, pelo assassinato do tecnólogo em radiologia Rudson Vieira Batista da Silva, morto em dezembro de 2019 após ser baleado dentro de um bar na zona Norte da capital. O julgamento ocorre seis anos após o crime.

 Ex-PM vai a júri popular seis anos após matar técnico em radiologia de Teresina - (Vítima à esquerda) - (Acusado à direita) - Foto: ReproduçãoEx-PM vai a júri popular seis anos após matar técnico em radiologia de Teresina - (Vítima à esquerda) - (Acusado à direita) - Foto: Reprodução   

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Piauí, Rudson estava no Bar do Gil, no bairro Buenos Aires, acompanhado de amigos, quando o então policial militar passou a insistir em oferecer bebidas a mulheres que estavam no local. O comportamento teria gerado incômodo, e a vítima pediu que ele parasse.

Ainda segundo a acusação, após a advertência, Max Kellysson deixou o bar, retornou armado e efetuou um disparo pelas costas de Rudson. 

O tecnólogo foi socorrido e permaneceu internado por cinco dias, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Histórico de violência

Em 2022, Max Kellysson foi condenado a 11 anos de prisão por tentativa de homicídio contra a vizinha da então companheira. O caso ocorreu em um condomínio da zona Leste de Teresina.

Naquele episódio, ele agredia a namorada, que conseguiu fugir e pedir ajuda. A vizinha ofereceu abrigo, mas o ex-policial arrombou a porta do apartamento, invadiu o local e passou a espancar a mulher. A vítima tentou escapar pelo elevador, mas foi alcançada e imobilizada com um golpe de mata-leão.

Ela só conseguiu sobreviver porque outro morador interferiu e a ajudou a chegar até a portaria do prédio, onde foi protegida até a chegada da polícia.




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