Por Isadora Santos
17 de novembro de 2025 às 10:12 ▪ Atualizado há 2 meses
O filme piauiense “Bailerage – Um Beat para a Diversidade em Teresina” será lançado em 13 de dezembro, no Museu da Imagem e do Som (MIS) de Teresina, e traz um registro histórico da cena alternativa da capital, produzido por meio do Sistema de Incentivo à Cultura da Secult.
Filme piauiense sobre cultura alternativa de Teresina estreia em dezembro. Foto: Divulgação/Secom Escrito e dirigido por Lucrécio Arrais e com produção executiva de Samdra Dee, o filme mostra o surgimento da cena eletrônica de Teresina desde o fim dos anos 1980 até os dias atuais, com destaque para a Bailerage, festa que dá visibilidade a artistas da cena LGBTQIAPN+. Por meio de entrevistas e registros, o público é convidado a revisitar décadas de música, resistência e celebração.
A produção reúne depoimentos de personalidades sobre as primeiras festas eletrônicas, realizadas em residências particulares, passando pela Bine Iubita, pelas raves e pelo crescimento das cenas pop e indie nos anos 2000, até o fortalecimento das festas de techno e industrial na atualidade.
“O filme apresenta o alternativo que começa com Torquato Neto, pela riqueza de registros e pela ousadia de filmar em super 8. Depois, nos anos 80, 90 e 2000, voltamo-nos ao surgimento da cena LGBTQIAPN+. Nos últimos 20 anos, vimos o fortalecimento da cena eletrônica, que hoje é protagonista no underground de Teresina”, afirma Lucrécio Arrais.
A produtora executiva Samdra Dee reforça que a obra não trata apenas de música ou entretenimento, mas de memória cultural. Ela ressalta que o filme busca reconhecer quem constrói a cena alternativa de Teresina e dar visibilidade a espaços e trajetórias que moldam a identidade da cidade.
“É preciso contar e documentar essas histórias para que a cultura underground de Teresina não seja apagada ou diminuída. Devemos falar sobre ela e produzi-la em diferentes formatos, seja por meio de festas, das redes sociais ou de um longa”, comenta.
A realização do filme contou com o patrocínio do Armazém Paraíba, por meio do Sistema de Incentivo à Cultura (SIEC) da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) do Governo do Piauí. A exibição tem apoio da Prefeitura de Teresina e da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), que cederam o espaço do Museu da Imagem e do Som de Teresina (MIS) para o lançamento.
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