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Fiscalização encontra trabalhadores em situação análoga à escravidão e resgata dois caseiros no PI

Entre os trabalhadores encontrados está um homem de 63 anos que, segundo a fiscalização, vivia na propriedade há cerca de cinco anos sem receber pagamento.

Por Isabella Monteiro

05 de agosto de 2026 às 22:06 ▪ Atualizado há 21 horas


Uma fiscalização trabalhista identificou dois caseiros submetidos a condições análogas à escravidão em propriedades rurais de José de Freitas (PI). Os resgates aconteceram nos dias 21 e 22 de julho, mas só foram divulgados nesta quarta-feira (5) pela Auditoria-Fiscal do Trabalho.

 Fiscalização encontra trabalhadores em situação análoga à escravidão e resgata dois caseiros no PI - Foto: DivulgaçãoFiscalização encontra trabalhadores em situação análoga à escravidão e resgata dois caseiros no PI - Foto: Divulgação 

A operação apontou irregularidades nas condições de trabalho e resultou no afastamento dos trabalhadores das atividades. Os casos são acompanhados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que deve adotar medidas para garantir a reparação dos direitos violados e a responsabilização dos empregadores.

Entre os trabalhadores encontrados está um homem de 63 anos que, segundo a fiscalização, vivia na propriedade há cerca de cinco anos sem receber pagamento pelos serviços realizados. Ele teria sido levado ao local após receber a promessa de que teria apoio durante a recuperação de uma cirurgia ocular.

No entanto, conforme os auditores, o trabalhador passou a desempenhar diversas funções na propriedade, como limpeza, manutenção, cuidados com animais e produção de silagem, sem vínculo formal e sem remuneração.

A vítima relatou que aceitou permanecer no imóvel porque enfrentava dificuldades financeiras e buscava uma alternativa de moradia. Aos fiscais, afirmou que acreditava ter encontrado uma oportunidade, mas acabou em uma situação de exploração.

A fiscalização também apontou que o trabalhador tinha a convivência com familiares e amigos limitada pelo proprietário da chácara e encontrava dificuldades para deixar o local.

Após a atuação dos órgãos competentes, o empregador reconheceu a relação de trabalho existente durante o período e firmou um Termo de Ajuste de Conduta, com previsão de pagamento de R$ 100 mil ao trabalhador.




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