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Justiça proíbe corte de energia por dívidas antigas e mantém indenização por danos morais

A decisão reforça o entendimento já consolidado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Judiciário sobre a proteção do consumidor.

Por Alessandra Fonseca

07 de dezembro de 2025 às 09:08 ▪ Atualizado há 3 meses

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  • Débitos antigos de energia elétrica (mais de 90 dias) não podem justificar corte no serviço.
  • A decisão confirma a proteção ao consumidor estabelecida pela Aneel e pelo Judiciário.
  • Segundo a Resolução nº 414/2010 da Aneel, apenas faturas não pagas nos últimos 90 dias autorizam suspensão do serviço.
  • No caso avaliado, a concessionária realizou corte de energia com base em dívidas antigas, considerado ilegal.
  • A Justiça anulou a fatura questionada e manteve indenização de R$ 3.000,00 por danos morais.
  • A decisão alerta consumidores sobre seus direitos e concessionárias sobre os limites legais.

A Justiça reafirmou que débitos antigos de consumo de energia elétrica, com prazo superior a 90 dias, não podem ser usados como justificativa para o corte no fornecimento do serviço. A decisão reforça o entendimento já consolidado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Judiciário sobre a proteção do consumidor.

 Justiça proíbe corte de energia por dívidas antigas e mantém indenização por danos morais - Foto: ReproduçãoJustiça proíbe corte de energia por dívidas antigas e mantém indenização por danos morais - Foto: Reprodução   

De acordo com o julgamento, a Resolução nº 414/2010 da Aneel, em seu artigo 172, parágrafo 2º, autoriza a suspensão do fornecimento de energia apenas em razão do não pagamento das faturas dos últimos 90 dias. Qualquer débito anterior a esse prazo é considerado débito pretérito e não pode servir de base para a interrupção do serviço essencial.

No caso analisado, a concessionária realizou o corte de energia com base em cobranças antigas, prática considerada ilegal. Para a Justiça, o fornecimento de energia elétrica não pode ser utilizado como instrumento de pressão ou constrangimento para forçar o pagamento de dívidas em atraso.

Além de determinar a anulação da fatura questionada, o Judiciário também manteve a condenação ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 3.000,00. O valor foi considerado proporcional e razoável diante dos transtornos causados ao consumidor, motivo pelo qual o recurso da concessionária foi conhecido, mas improvido.

A decisão serve de alerta aos consumidores sobre seus direitos e também às concessionárias, que devem observar rigorosamente os limites legais para a suspensão de serviços essenciais.




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