Geral

Salário mínimo de R$ 1.621 passa a vigorar nesta quinta-feira

Reajuste de 6,79% começa em 1º de janeiro e impacta benefícios e economia em 2026.

Por Thawan Melo

01 de janeiro de 2026 às 13:02 ▪ Atualizado há 3 meses


O novo valor do salário mínimo nacional, de R$ 1.621, começa a valer nesta quinta-feira (1º de janeiro de 2026), conforme confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O piso representa um aumento de R$ 103 em relação ao valor anterior, de R$ 1.518, o que equivale a um reajuste de 6,79% para o novo ano.

 Dinheiro. Foto: Divulgação/PexelsDinheiro. Foto: Divulgação/Pexels   

O reajuste foi Calculado com base na inflação acumulada em 12 meses até novembro de 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), juntamente com a expansão da economia registrada em 2024. Pela regra vigente, o ganho real acima da inflação foi limitado pelo chamado arcabouço fiscal, que determina um teto para aumento real das despesas.

Na prática, sem essa limitação, o salário mínimo poderia ter sido um pouco maior em 2026, mas o valor foi arredondado e fixado em R$ 1.621. Embora o reajuste comece a valer no dia 1º de janeiro, o pagamento com o novo valor será feito a partir da folha de fevereiro de 2026, ou seja, o salário depositado no início de fevereiro já estará atualizado.

Impactos do reajuste

O novo salário mínimo influencia diretamente o valor de diversos benefícios e programas sociais:

  • Aposentadorias, pensões e auxílios do INSS: quem recebe benefícios vinculados ao mínimo terá o valor atualizado para R$ 1.621
  • Seguro-desemprego: a parcela mínima também sobe, já que é calculada a partir do salário mínimo.
  • Abono salarial (PIS/Pasep): o valor máximo a ser pago aos beneficiários que se enquadram nas regras também passa a considerar o novo piso.
  • Contribuições do MEI: o microempreendedor individual terá a contribuição mensal ajustada, já que ela é uma porcentagem do salário mínimo.

Especialistas estimam que o reajuste deverá injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia em 2026, considerando os efeitos sobre a renda das famílias e o consumo.




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