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TRE-PI mantém prisão domiciliar e afastamento da vereadora Tatiana Medeiros

Tatiana Medeiros responde a uma ação penal que apura suposto envolvimento em organização criminosa, corrupção eleitoral e peculato.

Por Emanuel Oliveira

18 de dezembro de 2025 às 11:19 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • O TRE-PI decidiu manter a prisão domiciliar da vereadora Tatiana Medeiros.
  • A decisão foi unânime e ocorreu em sessão de encerramento das atividades do tribunal em 2025.
  • Tatiana está afastada do mandato, usa tornozeleira eletrônica e não pode sair de casa.
  • A defesa pediu a revogação da prisão domiciliar e o retorno ao cargo, mas foi negado.
  • A vereadora é acusada de participação em organização criminosa, corrupção eleitoral e peculato.
  • O caso tem nove réus e já foram ouvidas 112 testemunhas.
  • A sentença é esperada para o início de 2026.
  • A prisão domiciliar foi decidida em junho de 2024 após a operação Escudo Eleitoral II.
  • O companheiro de Tatiana, Alandilson Cardoso, também está preso, acusado de lavagem de dinheiro.

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) decidiu, por unanimidade, manter a prisão domiciliar da vereadora de Teresina Tatiana Medeiros (PSB). A decisão foi tomada durante sessão judiciária realizada na terça-feira (16), que também marcou o encerramento das atividades do tribunal em 2025.

 Tatiana Medeiros: Foto: TV Lupa1Tatiana Medeiros: Foto: TV Lupa1   

Com a decisão, a parlamentar segue afastada do mandato, utilizando tornozeleira eletrônica e proibida de sair de sua residência. O colegiado analisou um pedido da defesa que solicitava a revogação da prisão domiciliar, a retomada do exercício do cargo e a reabertura da ONG Vamos Juntos, o que foi negado.

Tatiana Medeiros responde a uma ação penal que apura suposto envolvimento em organização criminosa, corrupção eleitoral e peculato. O processo reúne nove réus e já teve a oitiva de 112 testemunhas durante a fase de instrução. A expectativa é que a sentença seja proferida no início de 2026.

Em seu voto, o relator do caso, juiz José Maria, destacou que as medidas cautelares aplicadas são adequadas para garantir a ordem pública, a instrução do processo e a aplicação da lei penal, sem prejuízo de uma eventual decretação de prisão preventiva caso surjam novos elementos.

A vereadora foi presa em abril de 2024, durante a operação Escudo Eleitoral II, e teve a prisão preventiva convertida em domiciliar em junho do mesmo ano, por decisão judicial. O companheiro de Tatiana, Alandilson Cardoso, também segue preso, acusado de integrar uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.




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