Polícia

Câmara quer propor que TCE assuma pagamento de Tatiana Medeiros

Segundo explicação apresentada em plenário, o Tribunal determinou a demissão dos servidores do gabinete e o corte da verba indenizatória e de emendas, permitindo apenas o salário de R$ 25 mil.

Por Alessandra Fonseca

09 de dezembro de 2025 às 14:46 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • A vereadora Tatiana Medeiros, presa desde abril, continua recebendo salário e 13º, mesmo afastada do mandato.
  • O vereador Pedro Alcântara propõe discutir com a Câmara a transferência da responsabilidade de pagamento para o TCE-PI.
  • O TCE determinou a demissão de servidores do gabinete e o corte de verbas, mas manteve o salário de R$ 25 mil.
  • Após descontos, o valor líquido do salário é R$ 18.160.
  • A iniciativa pretende afastar acusações de corporativismo, justificando o afastamento judicial de Tatiana.
  • Membros da Comissão de Ética aguardam orientação dos tribunais sobre o caso.
  • O TCE confirmou o pagamento após laudos médicos indicarem quadro psiquiátrico grave da vereadora, justificando prisão domiciliar.

A vereadora Tatiana Medeiros (PSB), afastada por ordem judicial e presa desde 3 de abril na Operação Escudo Eleitoral, continua recebendo salário mensal e 13º, mesmo impedida de exercer o mandato.

 Namorado da vereadora Tatiana Medeiros é preso em Minas Gerais - Foto: Divulgação/ Redes SociaisAlandilson e Tatiana Medeiros - Foto: Divulgação/ Redes Sociais   

Diante da situação, o vereador Pedro Alcântara quer propôr à Câmara Municipal de Teresina discuti a possibilidade de transferir ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) a responsabilidade pelo pagamento. A proposta será formalizada após manifestação de que a manutenção da remuneração não é decisão dos vereadores, mas orientação do próprio TCE.

Segundo explicação apresentada em plenário, o Tribunal determinou a demissão dos servidores do gabinete e o corte da verba indenizatória e de emendas, permitindo apenas o salário de R$ 25 mil. Após descontos de INSS e Imposto de Renda, o valor líquido chega a R$ 18.160, depositado na conta pessoal da vereadora.

A iniciativa pretende afastar a acusação de corporativismo, uma vez que Tatiana não comparece às sessões por determinação judicial, e não por falta de vontade. Membros da Comissão de Ética já buscaram orientação junto ao Tribunal de Justiça e ao Tribunal Regional Eleitoral, recebendo como resposta que aguardem o julgamento para evitar decisões precipitadas — relembrando erros históricos de cassações revertidas judicialmente.

Em junho, o Tribunal de Contas confirmou o parecer que autoriza o pagamento, após a defesa da vereadora apresentar laudos apontando quadro psiquiátrico grave, com risco de suicídio, motivo pelo qual ela cumpre prisão domiciliar.

Veja o vídeo:




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